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Acusado de abusos sexuais e psicológicos, 'guru' Jair Tércio completa um ano como foragido da Justiça

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Acusado de abusos sexuais e psicológicos, 'guru' Jair Tércio completa um ano como foragido da Justiça

A pedagoga Tatiana Badaró fez as denúncias contra o falso guru, criador da fundação OCIDEMNTE

Acusado de abusos sexuais e psicológicos, 'guru' Jair Tércio completa um ano como foragido da Justiça

Foto: Reprodução

Por: André Uzêda no dia 10 de setembro de 2021 às 15:05

O líder religioso Jair Tércio Cunha Costa, de 67 anos, completa nesta sexta-feira (10) um ano como foragido da Justiça. Exatamente nesta data, era expedido o mandado de prisão contra ele, após a pedagoga Tatiana Badaró denunciar abusos sexuais e psicológicos praticados pelo falso guru. Desde, então, Jair Tércio segue desaparecido e não há notícias do seu paradeiro. 

Tatiana Badaró fez as denúncias inicialmente no Conselho Nacional do Ministério Público, em Brasília.  Em 17 de julho de 2020, a denúncia chegou até o Ministério Público da Bahia. Ao todo, na capital federal, 14 mulheres prestaram queixa contra Jair Tércio. Mas, ao formalizar o processo no estado, o número ficou restrito a quatro denunciantes. Na Bahia, após o mandado de prisão, o MP deflagrou a ‘Operação Fariseu’ com prisão preventiva aberta contra ele.

“Inicialmente preciso dizer que a sensação é de frustração. Ainda que haja esforços do GAECO para que Jair Tércio seja encontrado, penso que falta empenho em investigar quem o está ajudando a manter-se foragido.  É uma fato lógico que ele não está agindo sozinho, mas, além disso, é um modus operandi reconhecido pelos estudiosos de abusadores que se passam por líderes religiosos. Estes crimes se configuram em redes o que, supostamente, indica uma organização criminosa”, diz Tatiana Badaró, em contato com o Metro1.

A Fundação OCIDEMNTE, fundada em 1984 pelo falso guru, continua funcionando. O diretor, Jeferson Freire, afirma que Jair se afastou da Fundação quando assumiu compromisso com a maçonaria, em 2012, mas só tem documento que comprove o desligamento em 2017. Este assunto foi capa do Jornal da Metropole no último dia 17 de junho. 

Em novembro do ano passado, uma nova denúncia contra Jair Tércio foi formalizada tipificando os crimes de estupro com promessa de "cura gay", com o agravante de chalatanismo. "Para proteger a sociedade baiana e, sobretudo, manter as vítimas protegidas para que possam reconstruir suas vidas, é preciso que o MP investigue quem e quais instituições compõem a rede de Jair Tércio. Tentativas de silenciamento e intimidações têm sido constantes, entretanto, não descansaremos até que Jair Tércio esteja preso", diz Tatiana Badaró.