Terça-feira, 26 de outubro de 2021

Cidade

Culto no areal e som alto de evangélicos durante madrugada irritam moradores do Costa Azul

O mais recente foi realizado na madrugada desta sexta-feira (17)

Culto no areal e som alto de evangélicos durante madrugada irritam moradores do Costa Azul

Foto: Reprodução

Por: Tailane Muniz no dia 17 de setembro de 2021 às 11:49

Há pelo menos três anos e meio, um areal localizado na Rua Dr. Augusto Lopes Pontes, no bairro do Costa Azul, em Salvador, é palco de cultos evangélicos descritos por moradores como, no mínimo, "estranhos". O mais recente foi realizado na madrugada desta sexta-feira (17), mas eles não têm hora para acontecer nem tempo certo para terminar. Costumam incomodar a vizinhança e quase sempre concentram o público feminino. 

Por vezes, os grupos, com número variado de pessoas, chegam a acampar no local, diz a advogada Mariana Cunha, 36 anos, que se muda em três dias porque "não aguenta mais" o barulho causado pelas celebrações. 

Moradora do terceiro andar de um prédio frontal ao areal há quase quatro anos, Mariana afirma que os religiosos chegam em ônibus de turismo e, para o culto, utilizam carros de som que abusam do volume.

"Não consigo trabalhar. Não precisava me mudar agora, mas até gastei mais dinheiro para antecipar porque é uma coisa louca, absurda", completa ela, que já procurou até a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, mas ninguém apareceu. "Até fogueira eles já acenderam", lembra. 

Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal do Desenvolvimento Urbano (Sedur) informou que vai monitorar a região e que a denúncia de poluição sonora será avaliada com base na Lei 5.354/98, que estabelece licenças de utilização sonora em vias urbanas, entre 22h e 7h, dede que não ultrapasse os níveis máximos de 60 dB (sessenta decibéis), e 70 dB (setenta decibéis), entre 7h e 22h. Denuncias de abuso podem ser feitas por meio do número 156, acrescenta a pasta.

Mariana conta que ela e outros vizinhos chegaram a solicitar dos religiosos a diminuição do som, mas nada mudou. Para ela, os apartamentos recebem o forte impacto sonoro porque o prédio é de baixa estrutura. A advogada não identificou a qual orientação evangélica pertencem os grupos, mas descreve que o comportamento chama a atenção. Como exemplo, ela cita o dia em que presenciou alguns deles recolherem saco plásticos cheios de "areia sagrada".

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