Sexta-feira, 20 de maio de 2022

Cidade

Comunidade se mobiliza contra leilão da Prefeitura de terreno em Itapuã

O terreno é conhecido como Arena Lomanto, onde ocorre a prática de futevôlei e futebol de praia

Comunidade se mobiliza contra leilão da Prefeitura de terreno em Itapuã

Foto: Foto do leitor

Por: Rodrigo Meneses no dia 19 de janeiro de 2022 às 17:42

*Atualizada 16h53 20/01/22

Moradores de Itapuã estão se mobilizando contra o leilão de um terreno do bairro a ser realizado pela Prefeitura de Salvador na terça-feira (25). O terreno em questão está situado na Rua Calazans Neto, atrás do Colégio Governador Lomanto Júnior.

Segundo o professor de futevôlei Afonso Costa, a área é utilizada pela comunidade e pessoas de outros bairros para a prática de esportes como o futevôlei e futebol de praia. “Há projetos de inclusão social através do esporte neste terreno. A gente resgata crianças das ruas. O desejo é que o terreno seja utilizado pela própria Prefeitura para a construção de um equipamento de lazer para comunidade e não que seja vendido para a iniciativa privada”, afirma Afonso.

Ainda conforme Afonso, o terreno é utilizado há 20 anos para a prática de esportes. Pela frequência dos campeonatos no local, a área ganhou o nome de Arena Lomanto Júnior. Afonso entrou com uma ação civil pública nesta terça-feira (18) para tentar suspender o leilão. O processo tramita na 6ª Vara da Fazenda Pública e o pedido de liminar de suspensão do leilão ainda não foi apreciado pelo juiz Ruy Brito.

A Prefeitura lançou o edital para a venda de nove terrenos, entre eles o de Itapuã, em dezembro do ano passado. Os terrenos anunciados estão localizados nos bairros de Stella Maris, Itapuã, Federação e na Avenida Anita Garibaldi.

As licitações serão feitas no auditório do 7° andar da sede da Sefaz, Rua das Vassouras, n° 01 – Centro, entre os dias 24 e 28 de janeiro de 2022. De acordo com a prefeitura, a venda dos imóveis para iniciativas privadas deve acontecer para a implementação de novos empreendimentos, o que deve gerar novas vagas de trabalho para o funcionamento desses locais.

O Metro1 entrou em contato com a Prefeitura, mas ainda não obteve retorno.

 

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