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Salvador terá chuva no início da semana, mas tempo deve firmar a partir de terça; confira previsão

Estudantes queixaram-se, em ação, de falta de diálogo com universidade

Foto: Divulgação
Após o ato dos alunos da Universidade Católica de Salvador (Ucsal), realizado na manhã da última terça-feira (24), a reitoria da instituição marcou uma reunião para tentar resolver as questões levantadas nas reinvidicações. O encontro deve acontecer nesta sexta-feira (26) com a reitora Roberta Gontijo.
"Fomos, levamos cartazes e, no momeno da reunião, éramos 27 alunos de licenciaturas e bacharelados distintos. Nós conseguimos uma reunião pouco tempo depois que chegamos, nos dirigimos à sala da reitora. Ela já tinha se preparado", afirmou Yasmin Ramos, de 20 anos, estudante do curso de licenciatura em Letras Vernáculas na Ucsal.
Os estudantes se queixam de prejuízos causados pela má gestão da universidade e da falta de transparência em relação às mudanças realizadas por ela. "Um dos principais problemas é a falta de diálogo da universidade para conosco. Algumas decisões são tomadas sem que sejamos devidamente informados ou mesmo informados. Então, quando nós sabemos, a coisa já está andando, acontecendo, e nós, estudantes, sem sabermos", relatou Yasmin.
Uma das organizadoras do protesto ocorrido na terça, Yasmin citou ainda a falta de docentes. Com o grande número de demissões, os professores da universidade teriam passado a dar aulas de diversas disciplinas em turmas lotadas de alunos. "Nós não ficamos sem aula, mas a quantidade de professores hoje é muito escassa. [...] Hoje nós temos seis professores para os cursos de licenciatura em letras vernáculas e inglês", disse.
Na reunião, a reitora disse que vai avaliar a questão. "Roberta deixou claro que, se houver necessidade, ela contrataria novos professores. [...] Muitas perguntas foram respondidas", afirmou Yasmin.
Há pouco mais de um mês, cerca de 60 docentes demitidos da universidade denunciaram, em carta aberta ao Cardeal Arcebispo Primaz do Brasil Dom Sergio da Rocha (autoridade máxima da instituição) irregularidades referentes à indenização e a falta de um posicionamento transparente da instituição. Entre as reinvidicações dos alunos, está também a cobrança pela adequação dos direitos trabalhistas dos professores da Ucsal.
O Metro1 entrou em contato com os professores para saber se a universidade deu alguma previsão ou conversou com eles sobre as irregularidades, mas ainda não conseguiu um retorno. Até o último contato, realizado no início desta semana, nada ainda havia sido feito. Em nota na ocasião, a Ucsal afirmou que "está se empenhando, ao máximo, para a superação das dificuldades".
Procurada na segunda-feira (23), a Ucsal negou a falta de diálogo com os estudantes e afirmou que, ao longo do segundo semestre de 2022, foram realizadas sete edições do encontro 'Diálogos com a Reitoria". Nesses encontros, porém, os problemas não teriam sido resolvidos.
"Inclusive, foram trazidos novamente agora porque não houve de fato uma mudança efetiva, como havia prometido. Nós entendemos que nem tudo dá para ser resolvido a curto prazo, imediatamente, mas nós esperamos, queremos que isso seja resolvido, até porque uma das principais falas na nossa reunião que aconteceu no dia da manifestação é que nós queremos sempre dialogar com a universidade", concluiu Yasmin.
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