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Mães pedem retorno de regime integral de creche em Pernambués; secretaria empurra problema para Coelba
Um problema na fiação da unidade educacional foi a razão para a redução da carga horária de aulas.

Foto: Luísa Carvalho/ Metropress
Na manhã desta segunda-feira (3), um grupo de mulheres, composto majoritariamente por mães solo (responsáveis integralmente pela criação da criança, sem uma rede de apoio), parou o trânsito na frente do Centro Municipal de Educação Infantil Nossa Luta, no bairro de Pernambués, em Salvador.
O motivo do protesto é a paralisação do funcionamento integral da creche. Segundo as mães, um problema na fiação da unidade educacional foi a razão para a redução da carga horária de aulas.
A estadia das crianças das 7h30 às 16h30 foi reduzida para menos de três horas, das 7h30 até às 10h. As mães pedem para que o horário seja ampliado, pelo menos, até o meio-dia para que possam deixar as crianças no local enquanto trabalham. “A gente precisa escolher se fica com a criança ou se sai para trabalhar”, afirmou ao Metro1 a mãe de uma aluna de três anos, que não quis se identificar.
Coordenadora da Frente Nacional de Encarceramento, Elaine da Paixão tem uma filha de 4 anos e lamentou ter que levar a criança para seu trabalho durante vários dias da semana. Ela alegou ser difícil deixá-la no espaço e buscar num curto intrevalo de tempo. “Eu trabalho junto com movimentos sociais e tenho que ir para rua, sempre tem essa demanda, então, acabo tendo que levar ela junto comigo. Eu não tenho uma rede de apoio que possa me ajudar a pegar ela, trazer e eu ir trabalhar”, declarou Elaine.
A redução do horário escolar foi causada por uma falha na rede elétrica do espaço, que danificou o funcionamento de geradores, ventiladores e de parte da energia da creche. Segundo as coordenadoras do grupo, cerca de 300 crianças estão na mesma situação. As mães afirmam que recebem apoio e compreensão dos professores e coordenadores da escola. No entanto, não têm retorno da prefeitura. O grupo pretende continuar realizando manifestações até que a situação seja resolvida.
A Secretaria Municipal de Educação (Smed) explicou que a subestação está pronta desde dezembro do ano passado, quando foi solicitada a energização. "A Coelba identificou algumas pendências, a equipe da Smed fez as adequações e em janeiro fez nova solicitação, mas a Coelba só foi ligar no sábado, quando ocorreu um problema", informou em nota. A previsão é que até esta terça-feira (4) os problemas estejam sanados.
Procurada, a Coelba declarou se tratar de um problema interno, de responsabilidade do órgão encarregado pela unidade. A distribuidora também afirmou estar à disposição para realizar todo o suporte que possibilite o retorno do fornecimento regular de energia ao centro.
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