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Bruno Reis defende “passarela do apartheid” no Carnaval de Salvador

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Bruno Reis defende “passarela do apartheid” no Carnaval de Salvador

Prefeito afirma que estrutura organiza o fluxo de foliões, fortalece a competitividade turística e diz que não pode proibi-la por estar amparada pela legislação

Bruno Reis defende “passarela do apartheid” no Carnaval de Salvador

Foto: Reprodução/Metropress

Por: Metro1 no dia 04 de fevereiro de 2026 às 14:54

Atualizado: no dia 04 de fevereiro de 2026 às 15:05

O prefeito de Salvador, Bruno Reis, voltou a defender a instalação da chamada “passarela do apartheid” no circuito Barra-Ondina, que já está em montagem avançada para o Carnaval deste ano após ter sido alvo de disputa judicial em 2025. A fala aconteceu durante a apresentação da programação oficial e da estrutura dos serviços municipais para o Carnaval 2026, nesta quarta-feira (4). 

“Não há nada que proíba. Se está permitido pela legislação, eu não posso proibir. Então apoio a iniciativa. Ano passado tiveram os questionamentos, a justiça decidiu, inclusive favorável, e esse ano foi liberado mais uma vez”.

Segundo Bruno Reis, a estrutura é necessária para organizar o fluxo de pessoas e garantir melhores condições de circulação em um dos pontos mais congestionados da festa. “Ali, naquela parte do circuito, no acesso ali para o Morro do Gato e o Morro Ipiranga, há uma maior concentração de pessoas, vira um camarote gratuito e aí é muito difícil as pessoas passarem. Qualquer outra entrada alternativa que se tenha tem que ser possibilitado, melhora a prestação dos serviços e conforto para os foliões que ficam ali”, afirmou.

Ele também justificou a instalação da passarela sob o argumento de competitividade turística e arrecadação para o município. “Hoje a gente disputa o Carnaval de Salvador com outras praças, com o Rio de Janeiro, com São Paulo, com o Recife. E se isso for representar e trazer mais visitantes, mais turistas para a nossa cidade, inclusive podendo cobrar um ticket médio maior para a Prefeitura poder arrecadar mais e contratar mais atrações aqui no Centro Histórico, faço isso com tranquilidade, consciente de que é o melhor”.

A passarela, que liga o Morro do Ipiranga ao Camarote Glamour, voltou a ser criticada por setores da sociedade que a veem como símbolo de segregação no Carnaval, enquanto seus organizadores dizem que o equipamento visa garantir conforto, organização e segurança aos foliões pagantes.