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Cadê a ajuda? Museu Carlos Costa Pinto sofre infiltrações e suspende visitação

Cerca de três semanas após a visita de Mário Kertész e da equipe da Rádio Metrópole ao Museu Carlos Costa Pinto, a situação só piorou. Localizado no Corredor da Vitória, o espaço, que é uma instituição cultural particular mantida através de convênio com o governo do estado, passa por uma crise financeira e precisa de reformas. De acordo com a superintendente do museu Bárbara Santos, com as chuvas desta semana, novas infiltrações apareceram obrigando a equipe a suspender as visitações. [Leia mais...]

[Cadê a ajuda? Museu Carlos Costa Pinto sofre infiltrações e suspende visitação]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Ticiane Bicelli no dia 02 de Julho de 2015 ⋅ 08:10

Cerca de três semanas após a visita de Mário Kertész e da equipe da Rádio Metrópole ao Museu Carlos Costa Pinto, a situação só piorou. Localizado no Corredor da Vitória, o espaço, que é uma instituição cultural particular mantida através de convênio com o governo do estado, passa por uma crise financeira e precisa de reformas. De acordo com a superintendente do museu Bárbara Santos, com as chuvas desta semana, novas infiltrações apareceram obrigando a equipe a suspender as visitações.

“Na última segunda, o museu amanheceu embaixo d'agua. A infiltração na parte do hall central estava descendo pelo lustre de cristal e eu precisei esvaziar todo acervo do local. A visitação está suspensa até que a situação melhore”. A expectativa é de que o museu seja reaberto nos próximos dias. “Os operários estão trabalhando e, se o tempo permitir, vamos nos organizar para abrir as portas no sábado ou na próxima segunda”, explica.

DEMISSÃO DE FUNCIONÁRIOS RESTRINGE VISITAÇÃO

A casa em estilo Colonial Americano, onde está instalado o museu, foi aberta ao público em 1969, durante o governo de Luís Viana Filho. Apesar da grande importância cultural para a cidade - com um extenso acervo de peças colecionadas por Carlos Costa Pinto e doadas ao estado - , o museu tem pouco apoio e uma frequência de público menor do que deveria. A crise fez fechar a biblioteca, suspender algumas atividades e demitir funcionários. Com uma equipe reduzida, o espaço precisou fechar as portas também aos domingos, restringindo ainda mais a visitação. Até então, o museu suspendia as atividades apenas às terças-feiras para manutenção rotineira.

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