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Iphan reprova projeto de transferência da Prefeitura de Salvador ao Palácio Arquiepiscopal

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Iphan reprova projeto de transferência da Prefeitura de Salvador ao Palácio Arquiepiscopal

Órgão federal aponta necessidade de ajustes para preservar imóvel tombado desde 1938

Iphan reprova projeto de transferência da Prefeitura de Salvador ao Palácio Arquiepiscopal

Foto: Samanta Leite/Metropress

Por: Metro1 no dia 22 de fevereiro de 2026 às 18:30

Atualizado: no dia 22 de fevereiro de 2026 às 21:18

O projeto da Prefeitura de Salvador que prevê a transferência da sede do Executivo municipal para o Palácio Arquiepiscopal, no Centro Histórico, foi reprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) após análise técnica.

O órgão destacou que, embora a proposta possa ser aprovada, são necessárias alterações para garantir a preservação da estrutura do prédio, tombado desde 1938. No parecer, o Iphan reforça que as intervenções devem ser mínimas, limitadas ao estritamente necessário, evitando “revestimentos como painéis e cerâmicas” e “armários embutidos nas alvenarias”.

O projeto da prefeitura prevê nova iluminação, modernização das instalações elétrica, hidráulica e de climatização, reorganização de espaços administrativos com demolição e construção de alvenaria, instalação de divisórias e adequações de acessibilidade.

Em nota técnica emitida em 23 de janeiro, após vistoria, o Iphan solicitou que a empresa responsável pelo projeto comunique formalmente o início das obras e apresente o cronograma de execução, “a fim de viabilizar o monitoramento técnico semanal”.

Histórico

Antes de ser cogitado como futura sede da Prefeitura, o imóvel foi restaurado e transformado em equipamento cultural, abrigando o Centro de Referência da História da Igreja Católica no Brasil.

O restauro durou quatro anos e contou com investimento de R$ 9,1 milhões via Lei de Incentivo à Cultura, incluindo recuperação da cobertura, restauração do forro e pintura da fachada. O prédio havia ficado fechado por mais de duas décadas e foi alvo de disputa judicial entre o Ministério Público Federal e a gestão municipal. A sede do Executivo permanece no Palácio Thomé de Souza, na Praça Municipal, enquanto não há prazo para apresentação de um novo projeto aprovado.