
Cidade
Instituto do Cacau: quase uma década depois, prédio segue sem revitalização
Tombado pelo Ipac, imóvel apresenta infiltrações, janelas quebradas, pichações e marcas de deterioração

Foto: Acervo/Instituto do Cacau
Em 2017, o Jornal Metropole noticiava que o governo da Bahia pretendia concluir em até dez meses as obras de restauração do Instituto do Cacau, edifício histórico localizado na Avenida da França, no Comércio. A promessa, no entanto, ficou no papel. Quase uma década depois, o prédio segue marcado por sinais visíveis de abandono, enquanto sua recuperação permanece sem prazo concreto.
Inaugurado em 1936, o edifício foi projetado pelo arquiteto alemão Alexander Buddeus e é considerado o único exemplar, em Salvador, influenciado pelo subestilo modernista da escola Bauhaus. À época, o prédio simbolizava modernidade e o protagonismo da lavoura cacaueira na economia baiana. Durante décadas, o Instituto do Cacau funcionou como centro de políticas públicas e desenvolvimento técnico para um setor que sustentou grande parte da economia do estado até os anos 1960.
Hoje, a realidade contrasta com esse passado. O imóvel, tombado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), apresenta infiltrações, janelas quebradas, pichações e marcas de deterioração. Incêndios registrados em 2011 e 2012 já haviam comprometido parte da estrutura, e mesmo após intervenções pontuais, o prédio continua sem um projeto efetivo de revitalização.
No interior do edifício ainda funcionaram, ao longo dos últimos anos, alguns serviços públicos, como o SAC Comércio e o Restaurante Popular, além de espaços usados para armazenamento de acervos, como o do Museu do Cacau. Ainda assim, quem circula pela região relata que o prédio permanece com aparência degradada, distante do papel simbólico que já ocupou na história econômica e arquitetônica da Bahia.
O Metro1 entrou em contato com as assessorias da Secretaria da Administração do Estado e com o Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia, mas até o fechamento desta matéria não teve resposta. O jornal segue aberto para esclarecimentos das entidades.
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