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Não existe razão para o Inema interditar o Terminal Itapuã, afirma Intermarítima
Executivo da empresa diz haver provas de que não opera materiais que causaram poluição em São Tomé de Paripe e que o próprio orgão investigou

Foto: Reprodução/Expedia
A empresa Intermarítima afirmou ter recebido com surpresa a decisão do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) de determinar a interdição temporária do Terminal Itapuã, localizado na região de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. Segundo a companhia, não há evidências de que as operações do terminal tenham relação com o material de coloração azul e verde encontrado recentemente na faixa de areia da praia.
O gerente de Sustentabilidade da Intermarítima Portos e Logística, Leon Piton, declarou à Rádio Metropole, durante o programa Jornal da Bahia no Ar, com Mário Kertész, que o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) não encontrou nenhuma irregularidade operacional nem falta de licença ambiental.
"O órgão também recebeu a lista de todos os produtos movimentados no terminal desde que a empresa assumiu as operações e não identificou nenhuma carga relacionada a produto químico perigoso", declarou.
Piton também explica que a empresa informou que o próprio órgão ambiental realizou inspeções no local nos dias 20 e 24 de fevereiro deste ano e não identificou irregularidades operacionais nem problemas relacionados às licenças ambientais. De acordo com a Intermarítima, durante as vistorias também foi apresentada ao Inema uma lista detalhada das mercadorias movimentadas desde o início da operação do terminal.
Segundo a empresa, a relação de cargas analisada não apontou qualquer movimentação de produtos químicos perigosos ou de materiais com características semelhantes às substâncias que foram percebidas na areia da Praia de São Tomé de Paripe no mês passado. A companhia sustenta, portanto, que não há indícios que liguem suas atividades ao episódio de poluição.
A Intermarítima afirma ainda que o Terminal Itapuã mantém rotinas periódicas de monitoramento da qualidade da água, especialmente em períodos de maior movimentação operacional ou em condições climáticas adversas. De acordo com a empresa, até o momento, esses controles não indicaram contaminação associada aos produtos manuseados no local.
Para a companhia, as avaliações realizadas até agora apontam para causas externas ou anteriores à atual operação do terminal. “Se não há relação entre a operação atual e o evento e se a operação atual não altera o problema, nos parece mais importante identificar as causas do que parar a operação”, diz trecho do comunicado.
A empresa afirmou ainda que seguirá colaborando com as autoridades responsáveis pela apuração do caso e realizando investigações próprias. Segundo a Intermarítima, a comunidade de São Tomé de Paripe merece receber esclarecimentos sobre o episódio o mais rápido possível.
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