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Pais cobram resposta sobre filhos matriculados após suspensão do Pé na Escola

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Pais cobram resposta sobre filhos matriculados após suspensão do Pé na Escola

Portaria da prefeitura anula matrículas de 2026, aponta possível manipulação de vagas e gera apreensão entre famílias sobre continuidade do atendimento

Pais cobram resposta sobre filhos matriculados após suspensão do Pé na Escola

Foto: Valter Pontes/Secom

Por: Metro1 no dia 24 de abril de 2026 às 17:53

A anulação de todas as contemplações e matrículas de 2026 do programa Pé na Escola, oficializada pela Prefeitura de Salvador nesta sexta-feira (24), provocou insegurança entre famílias atendidas e levantou dúvidas sobre o que acontecerá com crianças que já frequentam unidades pelo programa.

A principal preocupação dos pais é a indefinição sobre a continuidade do atendimento. Embora a portaria publicada no Diário Oficial cancele as matrículas vinculadas ao programa e preveja um novo processo de escolha de vagas, o texto não esclarece se os alunos já contemplados seguirão nas unidades até a retomada do projeto.

Nas redes sociais da Secretaria Municipal de Educação, pais relataram medo de perder as vagas e disseram ter sido informados por escolas sobre suspensão do programa. “A partir de segunda meu filho não tem onde estudar”, escreveu uma mãe.

Outra relatou que a filha já estava frequentando a unidade com material e farda. “Uma verdadeira humilhação. Não tem vagas no colégio municipal, estão tirando o direito das nossas crianças”, publicou.

A apreensão ocorre em meio ao teor da própria portaria, que aponta “redução artificial” de vagas na rede pública, movimentações atípicas no sistema e uma possível “burla às regras operacionais” do programa.

Procurada pelo Metro1, a Secretaria Municipal da Educação informou que um novo cronograma para reinício do programa será divulgado após a validação dos dados e reforço dos mecanismos de controle. A pasta afirmou ainda que as orientações serão comunicadas às famílias e às instituições credenciadas e reiterou compromisso com “segurança, transparência e equidade” na execução do programa.