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Outono mantém praias cheias em Salvador e aumenta risco de afogamentos
Mesmo com mar mais agitado, capital registra mortes recentes e mais de 280 ocorrências não fatais em 2026

Foto: Reprodução/Bahia Terra
A mudança do verão para o outono não tem afastado banhistas das praias de Salvador. Mesmo com dias nublados e chuva, a orla segue movimentada, cenário que coincide com um mar mais agitado, com ondas fortes, ventos intensos e correntes mais perigosas.
No último sábado (3), dois casos de afogamento terminaram em morte. Na Praia do Flamengo, um homem morreu após salvar o filho de uma corrente de retorno. Já no Porto da Barra, o idoso Mariel Ramos da Silva, de 75 anos, foi encontrado desacordado e não resistiu.
Dados da Salvamar mostram que, até o fim de abril de 2026, foram registrados 285 afogamentos não fatais e cinco mortes nas praias monitoradas entre Jardim de Alah e Ipitanga.
Segundo o oceanógrafo André Quadros, da Salvamar, o outono agrava os riscos no mar. “Durante o verão, as condições costumam ser mais estáveis, com ondas menores. Já no outono, há aumento na força das ondas, dos ventos e das correntes, o que dificulta a permanência dos banhistas na água”, explica.
Entre as áreas mais críticas estão praias como Flamengo, Stella Maris, Jaguaribe e Piatã, onde há maior incidência de ondas fortes. Já locais como Itapuã e Jardim de Alah exigem atenção pela combinação de profundidade variável e grande fluxo de banhistas.
A recomendação dos salva-vidas é redobrar os cuidados: evitar entrar no mar sozinho, especialmente crianças e idosos; respeitar as bandeiras de sinalização; não avançar além da altura do umbigo; e nunca tentar resgates sem preparo, priorizando o uso de objetos flutuantes até a chegada do socorro. Apesar dos riscos, a presença constante de banhistas reforça a relação da cidade com o mar, que, nesta época do ano, exige atenção redobrada.
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