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Vítimas eram mantidas em condições consideradas degradantes, segundo investigação

Foto: Reprodução/Pixabay
A responsável pela Instituição de Longa Permanência para Idosos (ILPI) Lar Sagrada Família, em Salvador, foi condenada pela Justiça a cinco anos, um mês e 15 dias de prisão por crimes relacionados a maus-tratos, omissão de assistência e exposição de pessoas vulneráveis a situações de risco. A sentença foi proferida no último dia 5 com base em denúncia apresentada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA).
A condenada administrava a unidade localizada no bairro de Alto de Coutos, fechada em outubro de 2025 após uma operação conjunta envolvendo o MP da Bahia, Vigilância Sanitária, secretarias municipais e forças policiais.
Segundo as investigações, entre agosto de 2024 e outubro de 2025, 19 moradores, sendo oito idosos e 11 pessoas com menos de 60 anos, algumas delas com deficiência, eram mantidos em condições consideradas degradantes e incompatíveis com os cuidados mínimos exigidos para acolhimento institucional.
As apurações apontaram falta de alimentação adequada, ausência de higiene, deficiência nos cuidados básicos e situações que teriam provocado lesões físicas e outras violações de direitos dos residentes.
O Ministério Público também acusou Luzania de reter cartões bancários ligados a benefícios previdenciários e assistenciais das vítimas, utilizando indevidamente os valores recebidos pelos acolhidos.
Durante a fiscalização realizada em 6 de outubro de 2025, equipes encontraram quartos em situação precária, colchões e camas sujos de urina e fezes, carência de fraldas e itens de higiene, alimentos insuficientes, medicamentos vencidos e número reduzido de profissionais para atender os moradores.
A condenada foi presa em flagrante no dia da operação e permaneceu detida preventivamente durante o andamento do processo criminal.
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