Quinta-feira, 21 de maio de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Cidade

/

Conselho pede ampliação da interdição de clínica após pacientes perderem visão em mutirão em Salvador

Cidade

Conselho pede ampliação da interdição de clínica após pacientes perderem visão em mutirão em Salvador

Segundo o Conselho Estadual de Saúde da Bahia, a continuidade da interdição é necessária para garantir que todas as etapas de investigação

Conselho pede ampliação da interdição de clínica após pacientes perderem visão em mutirão em Salvador

Foto: Reprodução/TV Bahia

Por: Metro1 no dia 21 de maio de 2026 às 08:53

O Conselho Estadual de Saúde da Bahia (CES-BA) anunciou nesta quinta-feira (21) que pediu que a Clínica Clivan, em Salvador, permaneça interditada até a conclusão das investigações sobre pacientes que tiveram complicações graves após cirurgias de catarata realizadas na unidade. O fechamento da clínica está previsto até 1º de junho de 2026, mas o órgão defende a manutenção da medida até o encerramento da apuração.

Rigor nas investigações

Segundo o CES-BA, a continuidade da interdição é necessária para garantir que todas as etapas de investigação, fiscalização e acompanhamento dos casos sejam realizadas de forma adequada. O conselho informou ainda que acompanha os procedimentos conduzidos pelo Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) e pelos demais órgãos responsáveis.

Nesta quarta-feira (20), a Justiça determinou o afastamento de três médicos investigados por supostas irregularidades no mutirão oftalmológico realizado na clínica. A decisão foi divulgada pela Polícia Civil, que também cumpriu mandados de busca e apreensão na unidade para recolher documentos, registros médicos e equipamentos eletrônicos usados nas investigações.

Pacientes afetados

De acordo com a Polícia Civil, 33 dos 138 idosos atendidos no mutirão apresentaram problemas de saúde após os procedimentos. Entre eles, pelo menos 13 perderam parcial ou totalmente a visão. A investigação também apura possíveis crimes relacionados à exposição da saúde e da vida dos pacientes a risco.

Além de cobrar responsabilização dos envolvidos, o CES-BA defendeu assistência contínua às vítimas e familiares. O órgão pediu acompanhamento médico, acolhimento e suporte humanizado aos pacientes afetados pelas complicações registradas após as cirurgias realizadas na Clivan.