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Vandalismo contra monumentos gera prejuízo de quase R$ 1 milhão em Salvador

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Vandalismo contra monumentos gera prejuízo de quase R$ 1 milhão em Salvador

Prefeitura investiu cerca de R$ 945 mil em restaurações após ataques a obras históricas da capital

Vandalismo contra monumentos gera prejuízo de quase R$ 1 milhão em Salvador

Foto: Divulgação / FGM

Por: Metro1 no dia 21 de maio de 2026 às 13:49

Os atos de vandalismo contra monumentos históricos de Salvador têm causado prejuízos aos cofres públicos e colocado em risco a preservação da memória cultural da cidade. Entre 2025 e 2026, a Prefeitura, por meio da Fundação Gregório de Mattos (FGM), gastou cerca de R$ 945 mil com ações de restauro e recuperação de obras públicas, grande parte motivada por depredações.

Um dos casos mais recorrentes envolve o monumento em homenagem a Vinícius de Moraes, em Itapuã. Pouco tempo após passar por restauração, a escultura teve o pulso e o antebraço serrados em uma tentativa de furto, além de danos registrados em partes da cadeira que compõem a obra.

Outro alvo de vandalismo foi a estátua “Gandhi Andante”, na Praça da Inglaterra, no Comércio. Inicialmente, os óculos da escultura foram furtados. Depois, antes mesmo do início da restauração, criminosos levaram parte do cajado e da vestimenta da obra, ampliando os custos da recuperação.

Entre os monumentos restaurados em 2025 e no início deste ano estão a Sereia Yemanjá, no Rio Vermelho; os monumentos a Dodô e Osmar e a Gregório de Mattos, na Praça Castro Alves; além das esculturas em homenagem a João Ubaldo Ribeiro, Nelson Mandela e Mãe Stella de Oxóssi.

Segundo a FGM, os serviços são definidos a partir de vistorias técnicas e denúncias da população. Os custos das restaurações variaram entre R$ 3 mil e R$ 200 mil por peça.

A gerente de Patrimônio Cultural da FGM, Roberta Santucci, afirmou que novos projetos já estão sendo desenvolvidos com soluções para reduzir danos e ações criminosas. O órgão também mantém ações de educação patrimonial para incentivar o cuidado com os bens públicos.

O historiador Murilo Mello destacou que os monumentos representam a memória e a identidade cultural da capital baiana. “A depredação é um desrespeito com o coletivo e gera gastos que poderiam ser direcionados para outras áreas”, afirmou.

A Guarda Civil Municipal informou que intensificou as rondas preventivas e disponibilizou um canal de denúncias via WhatsApp pelo número (71) 99623-4955 para denúncias de vandalismo e furtos contra o patrimônio público.