
Cidade
Iphan diz que barracas instaladas na Praça da Sé não foram autorizadas e manda retirar estruturas
Órgão afirma que instalação no Centro Histórico foi indeferida desde 2024 e classifica permanência das barracas como irregular; Prefeitura de Salvador ainda não se manifestou

Foto: Thaíssa Oliveira/metropress
O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) afirmou que as barracas padronizadas instaladas no Centro Histórico de Salvador não foram autorizadas pelo órgão e determinou a retirada das estruturas da região da Praça da Sé.
Em nota enviada ao Metro1, o instituto informou que a Superintendência do Iphan na Bahia analisou a proposta de Decoração Natalina de 2025 apresentada pela Prefeitura de Salvador e indicou a remoção das barracas do tipo “chalé” previstas no projeto.
Segundo o órgão, a instalação das estruturas já havia sido indeferida anteriormente. Em 2024, o Iphan afirmou que negou o pedido de autorização para instalação das barracas na Praça da Sé durante eventos natalinos.
O órgão reforçou ainda que qualquer instalação em áreas tombadas, mesmo que temporária, precisa ser previamente submetida à análise técnica e autorização do Iphan.
Entenda
A instalação e manutenção das barracas foram alvo de críticas em reportagem do Repórter Metropole nesta semana. Durante a apuração, moradores e turistas afirmaram que as estruturas destoam do conjunto arquitetônico do Centro Histórico, reconhecido há cerca de 40 anos pela Unesco como Patrimônio da Humanidade.
Entrevistados compararam as barracas a “casinhas de pombo” e questionaram a harmonia das estruturas com monumentos históricos da Praça da Sé e do Terreiro de Jesus. Outros defenderam a permanência dos comerciantes, mas cobraram uma estrutura mais adequada e planejada para o local.
O Metro1 procurou a Prefeitura de Salvador para esclarecimentos sobre a instalação e manutenção das barracas no Centro Histórico, mas não obteve resposta até o momento.
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