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Mulher é presa por pichar terreiro de Candomblé com mensagens de intolerância religiosa em Salvador

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Mulher é presa por pichar terreiro de Candomblé com mensagens de intolerância religiosa em Salvador

Suspeita foi detida em Salvador por racismo religioso e dano qualificado; crime ocorreu em janeiro, em Cajazeiras XI

Mulher é presa por pichar terreiro de Candomblé com mensagens de intolerância religiosa em Salvador

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por: Metro1 no dia 07 de julho de 2026 às 15:48

Uma mulher de 45 anos, identificada como Soraia Mascarenhas Neves, foi presa na segunda-feira (6), no bairro da Pituba, em Salvador, suspeita dos crimes de racismo religioso e dano qualificado após pichar um terreiro de Candomblé em Cajazeiras XI. O ataque aconteceu em janeiro deste ano.

Na ocasião, a fachada e o portão de entrada do terreiro foram pichados com tinta vermelha. Entre as inscrições estavam as palavras "assassinos" e "Jesus".

Segundo a Polícia Civil, a investigação contou com análise de imagens de videomonitoramento e coleta de provas, que permitiram identificar a suspeita e embasaram o pedido das medidas judiciais.

Durante a operação, também foi cumprido um mandado de busca e apreensão. Foram recolhidos dois celulares, agendas e um notebook.

Ainda conforme a polícia, Soraia Mascarenhas Neves foi submetida aos exames de praxe e permanece à disposição da Justiça.

Ataque ocorreu em janeiro

O terreiro Nzo Mutá Lombô Ye Kayongo Toma Kwiza foi alvo das pichações no dia 17 de janeiro. O espaço religioso, localizado em Cajazeiras XI, atua há 33 anos.

Na época, o babalorixá Pai Mutá informou que o crime foi percebido por volta das 7h, quando uma filha de santo chegou ao local e encontrou as pichações. Além da fachada, o portão de pedestres, o interfone e a caixa de correio também foram cobertos com tinta vermelha.

Segundo o líder religioso, foi a primeira vez que o terreiro sofreu um ataque do tipo. Ele afirmou ainda que a casa sempre manteve uma relação respeitosa com a comunidade e desenvolve trabalhos sociais voltados aos moradores da região.

As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa (DECRIN), vinculada ao Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis (DPMCV).