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Estudantes da Ufba denunciam suposto caso de racismo em cafeteria do Instituto Goethe

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Estudantes da Ufba denunciam suposto caso de racismo em cafeteria do Instituto Goethe

Alunos teriam sido expulsos pela dona do estabelecimento enquanto trabalhavam em evento

Estudantes da Ufba denunciam suposto caso de racismo em cafeteria do Instituto Goethe

Foto: Reprodução/tropicalia_gelatocaffe

Por: Metro1 no dia 28 de julho de 2026 às 19:01

Atualizado: no dia 30 de julho de 2026 às 13:15

Cinco alunos da Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (Ufba) prestaram queixa na delegacia após supostamente terem sido vítimas de racismo em uma cafeteria no Goethe-Institut, no bairro da Vitória, em Salvador, nesta segunda-feira (27). O grupo participava do Festival Melanina Acentuada, que está sendo realizado no instituto, e estava na cafeteria quando a dona do estabelecimento solicitou que os estudantes se retirassem do local.

Segundo o boletim de ocorrência, o grupo teria se sentado à mesa da cafeteria para discutir assuntos relacionados ao evento que estariam participando. Ainda de acordo com o relato, após o garçom levar um porta-guardanapos à mesa, Ana Raquel, proprietária do local, teria ido até os estudantes e exigido que eles se retirassem: “Vocês precisam se levantar agora”.

Ao ser questionada por um dos jovens se todas as outras mesas ocupadas receberiam o mesmo tratamento, a proprietária teria respondido que "sim", mas não teria dado continuidade ao pedido. Ainda segundo o boletim, Ana Raquel teria alegado à produção do Festival e às vítimas que “não era uma questão de raça, e sim de classe”, já que os clientes do café deveriam consumir. Os autores da denúncia afirmam que “nunca disseram que não iriam fazer pedido”, e que “não houve tempo”. 

Versão da cafeteria

Em nota enviada à reportagem do Metro1, a Tropicália apresentou uma versão diferente. O estabelecimento afirmou que integrantes do festival ocuparam mesas reservadas aos clientes e informaram que não fariam pedidos. Segundo a empresa, a responsável pelo local explicou que aquele espaço pertencia à cafeteria e solicitou a liberação das mesas.

A cafeteria negou que a abordagem tenha ocorrido por motivo racial e afirmou que o pedido teve “caráter exclusivo de reserva de espaço comercial” para consumidores. A empresa também disse que decidiu suspender voluntariamente o funcionamento durante o festival, como forma de ampliar o espaço disponível no prédio, e informou que pretende reabrir

O Goethe-Institut Salvador também divulgou uma nota sobre o caso: 

“Toda e qualquer forma de discriminação racial é incompatível com os princípios que norteiam o Goethe-Institut Salvador-Bahia e não será tolerada. A suposta denúncia refere-se a um ocorrido em um estabelecimento gastronômico terceirizado, situado dentro do Instituto, mas que possui gestão e operação próprias.

Comportamentos ou declarações que expressem discriminação, restrição ou favorecimento com base em raça, nacionalidade, origem, cor da pele ou pertencimento étnico estão sujeitos às medidas cabíveis. Eventuais situações que contrariem esses princípios serão devidamente apuradas e tratadas pelos meios administrativos competentes.”