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Inema autoriza intervenção ambiental para obras do metrô entre Lapa e Campo Grande

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Inema autoriza intervenção ambiental para obras do metrô entre Lapa e Campo Grande

Portaria tem validade de dois anos, mas execução das obras ainda depende do licenciamento ambiental

Inema autoriza intervenção ambiental para obras do metrô entre Lapa e Campo Grande

Foto: Uilisses Dumas/CCR Metrô

Por: Metro1 no dia 04 de setembro de 2026 às 09:20

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) autorizou a retirada de vegetação nativa e o manejo de animais silvestres para as intervenções previstas na expansão subterrânea do Tramo IV do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas. A autorização contempla o trecho entre a Estação da Lapa e a região do Campo Grande, em Salvador.

Publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (4), a medida consta na Portaria nº 35.276, de 3 de setembro de 2026, e tem duração de dois anos. O documento foi concedido à Companhia de Transportes do Estado da Bahia (CTB), responsável pelo projeto.

A intervenção poderá atingir 0,258 hectare de vegetação, área equivalente a cerca de 2.580 metros quadrados. A estimativa é de que sejam gerados 29,45 metros cúbicos de material lenhoso.

A autorização também permite o resgate e salvamento de animais que estejam na área afetada pelas obras. A CTB deverá cumprir exigências ambientais, entre elas informar ao Inema, com pelo menos 45 dias de antecedência, o cronograma de retirada da vegetação. Caso o prazo seja menor, a companhia terá de comunicar formalmente o órgão e apresentar a programação das atividades.

A medida, porém, não significa que as obras já estejam liberadas. De acordo com a própria portaria, as intervenções físicas só poderão ocorrer após a aprovação da licença ambiental vinculada ao processo nº 2024.001.010032/INEMA/LIC-10032.

O Tramo IV integra o projeto de expansão do sistema metroviário e prevê uma ligação subterrânea entre a Lapa e o Campo Grande. Os materiais provenientes da retirada da vegetação também deverão receber destinação adequada, seguindo as normas ambientais para transporte e armazenamento.

A autorização foi assinada pelo diretor-geral do Inema, Eduardo Farias Topázio, e passou a valer a partir da publicação.