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Entre Páginas: Reflexões sobre o Brasil, a felicidade e a Vida
A primeira sugestão da semana é “Trópicos Utópicos”, de Eduardo Gianetti. O economista e professor é conhecido por tratar de temas éticos e economia com clareza e precisão. A argumentação rigorosa e o texto límpido são as marcas de Trópicos utópicos. Aqui o assunto central é o da identidade nacional, ao qual o leitor é conduzido depois de passar por reflexões sobre a ciência, a tecnologia e o crescimento econômico. [Leia mais...]

Foto: Ilustrativa
A primeira sugestão da semana é “Trópicos Utópicos”, de Eduardo Gianetti. O economista e professor é conhecido por tratar de temas éticos e economia com clareza e precisão. A argumentação rigorosa e o texto límpido são as marcas de Trópicos utópicos. Aqui o assunto central é o da identidade nacional, ao qual o leitor é conduzido depois de passar por reflexões sobre a ciência, a tecnologia e o crescimento econômico. Organizado em aforismos ou, como prefere chamar o autor, seções ou microensaios, o livro propõe uma abordagem original e inovadora da questão da identidade, que olha antes para o futuro que para o passado: É possível unir o Brasil em torno de um projeto próprio no mundo globalizado? Um livro para redescobrir o país e pensar em seus possíveis futuros. Essa semana Mário Kertész conversou com Eduardo Giannetti sobre o livro.
“Felicidade ou Morte”, de Clóvis de Barros Filho e Leandro Karnal. De filmes e livros a propagandas de televisão, a todo momento somos instados a ser felizes. Pois, como diria o poeta, 'é melhor ser alegre que ser triste'. O desejo pela felicidade parece ser mesmo uma constante de nosso tempo. Clóvis de Barros Filho e Leandro Karnal passeiam pela história e pela filosofia para pontuar como cada época e sociedade estabelecem sua própria definição das circunstâncias para o que seja uma vida feliz. E questionam se, sendo livres para escolher entre tantas possibilidades, estamos de fato mais próximos desse ideal. O livro é certamente um encontro feliz entre os dois autores, que não deixam de tocar em aspectos mais desafortunados do tema, presentes quase como uma sombra indissociável de nossa condição humana. Afinal, poderia a felicidade denunciar certo contentamento com o infortúnio alheio? Ou estaria ela no amor pelo outro? Sem a felicidade, o que nos resta?
Por fim, “O Último Sopro de Vida”, de Paul Kalanithi. Aos 36 anos, Paul Kalanithi foi diagnosticado com um câncer incurável. Neurocirurgião brilhante, de repente se viu diante de uma cruel inversão de papéis: num dia era o médico, no outro era o paciente lutando pela própria sobrevivência. O livro narra a trajetória de Paul ao longo do tratamento – a descoberta da doença, a esperança, a incerteza, a decisão de se tornar pai, a consciência do fim, a angústia. Sua narrativa é pungente. Mas, ao mesmo tempo delicada. Afinal, o que faz a vida valer a pena? Paul morreu em março de 2015. Deixou como legado uma filha de oito meses e o manuscrito inacabado deste livro. Quem escreveu as páginas finais e encaminhou o texto para publicação foi sua esposa, Lucy, atendendo ao último desejo do marido.
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