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Cabo do Exército é investigado por suposto fornecimento de munições ao tráfico em Salvador

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Cabo do Exército é investigado por suposto fornecimento de munições ao tráfico em Salvador

Investigação estima que cerca de mil munições de fuzil tenham sido negociadas pelo militar com uma organização criminosa

Cabo do Exército é investigado por suposto fornecimento de munições ao tráfico em Salvador

Foto: Reprodução/TV Globo

Por: Metro1 no dia 14 de setembro de 2026 às 07:45

Uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público da Bahia aponta que munições, granadas e armas de uso restrito teriam sido desviadas do Exército para abastecer organizações criminosas. O principal suspeito é o cabo Deivison dos Santos Ferreira, lotado no Sexto Batalhão de Polícia do Exército, em Salvador. Segundo a apuração, ele negociava o material com integrantes do tráfico de drogas.

Os investigadores chegaram ao militar após analisar celulares apreendidos em abril, durante uma operação em Itapuã. Um dos aparelhos pertencia a Gabriel Reis Oliveira, apontado como comprador e revendedor de armas e drogas para diferentes facções. Nas conversas, o cabo teria oferecido armamentos e munições e enviado dados pessoais, como CPF e chave Pix, para receber os pagamentos.

A Polícia Civil estima que o militar tenha vendido cerca de mil munições de fuzil dos calibres 5.56 e 7.62 para um dos grupos investigados. Também aparecem negociações envolvendo granadas, mas a investigação ainda não definiu a quantidade. Os agentes suspeitam que parte dos materiais tenha sido retirada durante treinamentos militares e que os registros de estoque tenham sido alterados para esconder os desvios.

Uma operação realizada nesta semana mobilizou 250 agentes e prendeu 33 suspeitos de integrar a organização criminosa. O cabo também estava entre os alvos, mas já cumpria prisão preventiva desde agosto por determinação da Justiça Militar, em uma investigação sobre o desaparecimento de coletes balísticos. O Exército informou que ele permanece custodiado em uma unidade militar à disposição da Justiça.

A investigação continua para identificar a origem de todo o armamento e possíveis outros envolvidos. Os agentes também encontraram conversas sobre a venda de pistolas e fuzis, mas ainda não confirmaram se essas armas saíram do Exército. A defesa de Deivison nega as acusações e afirma que os fatos serão esclarecidos durante o processo.