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Cabo do Exército é investigado por suposto fornecimento de munições ao tráfico em Salvador
Investigação estima que cerca de mil munições de fuzil tenham sido negociadas pelo militar com uma organização criminosa

Foto: Reprodução/TV Globo
Uma investigação da Polícia Civil e do Ministério Público da Bahia aponta que munições, granadas e armas de uso restrito teriam sido desviadas do Exército para abastecer organizações criminosas. O principal suspeito é o cabo Deivison dos Santos Ferreira, lotado no Sexto Batalhão de Polícia do Exército, em Salvador. Segundo a apuração, ele negociava o material com integrantes do tráfico de drogas.
Os investigadores chegaram ao militar após analisar celulares apreendidos em abril, durante uma operação em Itapuã. Um dos aparelhos pertencia a Gabriel Reis Oliveira, apontado como comprador e revendedor de armas e drogas para diferentes facções. Nas conversas, o cabo teria oferecido armamentos e munições e enviado dados pessoais, como CPF e chave Pix, para receber os pagamentos.
A Polícia Civil estima que o militar tenha vendido cerca de mil munições de fuzil dos calibres 5.56 e 7.62 para um dos grupos investigados. Também aparecem negociações envolvendo granadas, mas a investigação ainda não definiu a quantidade. Os agentes suspeitam que parte dos materiais tenha sido retirada durante treinamentos militares e que os registros de estoque tenham sido alterados para esconder os desvios.
Uma operação realizada nesta semana mobilizou 250 agentes e prendeu 33 suspeitos de integrar a organização criminosa. O cabo também estava entre os alvos, mas já cumpria prisão preventiva desde agosto por determinação da Justiça Militar, em uma investigação sobre o desaparecimento de coletes balísticos. O Exército informou que ele permanece custodiado em uma unidade militar à disposição da Justiça.
A investigação continua para identificar a origem de todo o armamento e possíveis outros envolvidos. Os agentes também encontraram conversas sobre a venda de pistolas e fuzis, mas ainda não confirmaram se essas armas saíram do Exército. A defesa de Deivison nega as acusações e afirma que os fatos serão esclarecidos durante o processo.
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