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Operação mira grupo que vendia drogas pelo Instagram para clientes de alto poder aquisitivo em Salvador

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Operação mira grupo que vendia drogas pelo Instagram para clientes de alto poder aquisitivo em Salvador

Investigação aponta movimentação de mais de R$ 9,6 milhões, venda de entorpecentes pelo Instagram e patrimônio milionário dos suspeitos

Operação mira grupo que vendia drogas pelo Instagram para clientes de alto poder aquisitivo em Salvador

Foto: Divulgação

Por: Metro1 no dia 24 de setembro de 2026 às 08:07

Atualizado: no dia 24 de setembro de 2026 às 08:10

Um grupo suspeito de vender drogas para consumidores de alto poder aquisitivo movimentou mais de R$ 9,6 milhões em operações bancárias, segundo a Polícia Civil. A estrutura é alvo da Operação Iceberg, deflagrada nesta quinta-feira (24) em Salvador, Santo Antônio de Jesus, Vitória da Conquista e Ilhéus, na Bahia, e em Aracaju, em Sergipe. Entre os clientes identificados estavam médicos, empresários, advogados e outros profissionais de alto poder aquisitivo.

Segundo a investigação, as drogas eram anunciadas em perfis do Instagram, negociadas por mensagens privadas e pagas principalmente por Pix. Os entorpecentes eram entregues em embalagens fechadas e padronizadas, sem identificação do conteúdo. Entre os produtos estavam os chamados ICE, WOLF, DRY, FLOR 24K e REFIL HALLU CALIFA, este último relacionado, segundo a polícia, a variedades de cannabis importadas.

A operação cumpre mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, além de bloqueios de contas bancárias e indisponibilidade de veículos e outros bens. Entre os itens atingidos estão oito carros e uma motocicleta, avaliados em mais de R$ 1,1 milhão pela tabela Fipe. A investigação também identificou aumento do patrimônio de um dos principais investigados, de aproximadamente R$ 163 mil, em 2020, para R$ 2,4 milhões, em 2025, sem fontes lícitas encontradas para justificar o crescimento.

O Laboratório de Lavagem de Capitais do Departamento de Inteligência Policial identificou mais de 16 mil transações bancárias envolvendo investigados, empresas, familiares e terceiros. Segundo a polícia, eram utilizadas contas de familiares e outras pessoas, empresas, pagamentos fracionados e transferências via Pix para dificultar o rastreamento dos valores. A investigação aponta ainda que parte das drogas vinha de São Paulo e do Paraguai, com distribuição na Bahia e em Sergipe, e que integrantes do grupo também estariam envolvidos com a comercialização ilegal de armas. A Operação Iceberg teve origem em informações encontradas durante a Operação Gênesis, que investigava uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes violentos.