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Presidente, vice e diretores da Bamor seguem presos após denúncia do MP

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Presidente, vice e diretores da Bamor seguem presos após denúncia do MP

Torcedores respondem por tortura, extorsão e organização criminosa

Presidente, vice e diretores da Bamor seguem presos após denúncia do MP

Foto: Google Maps

Por: Metro1 no dia 05 de outubro de 2026 às 14:53

Atualizado: no dia 05 de outubro de 2026 às 14:55

Dez integrantes da torcida organizada Bamor, entre eles o presidente, o vice-presidente e diretores, seguem presos preventivamente no Complexo Penitenciário da Mata Escura, em Salvador, após serem denunciados pelo Ministério Público da Bahia (MP). A denúncia foi protocolada na última sexta-feira (2) pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), como resultado da Operação Inquisição.

Eles respondem pelos crimes de organização criminosa, tortura, roubo, extorsão e ameaça. O Ministério Público pede a manutenção das prisões preventivas e a condenação de cada um pelos crimes atribuídos a eles.

Foram denunciados:

  • Matheus Pires Castro, presidente da Bamor
  • Luciano da Silva Venâncio, vice-presidente
  • Gabriel Pereira Silva, diretor-geral
  • Daniel Sena Duarte, diretor de sede
  • Ricardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing
  • Diego Allan Conceição Sacramento, diretor de patrimônio
  • Ivã Cleiton de Jesus Santos, diretor de bateria
  • Luiz Wagner da Silva Santana, diretor de sede
  • Alan Rafael Regis Alves de Aquino, diretor financeiro
  • Fernando Santana Esquivel, policial militar apontado como integrante da torcida

A denúncia

Segundo o MP, os crimes ocorreram em julho deste ano. Os denunciados teriam utilizado a estrutura da torcida e a sede da entidade para submeter duas pessoas a sessões de violência física e psicológica, com o objetivo de obter confissões sobre supostas irregularidades no sistema de gestão de associados.

De acordo com a denúncia, o grupo formava uma estrutura criminosa estável e organizada, com divisão de funções, e agiu de forma coordenada, com distribuição de tarefas entre os integrantes. Os crimes teriam sido praticados em contexto de punição privada contra pessoas que, segundo a diretoria da torcida, seriam responsáveis por supostos desvios internos.

Além das condenações e da manutenção das prisões, o Ministério Público requer o pagamento de indenização às vítimas por danos materiais e morais e a fixação de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 2 milhões.