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Pescadores e marisqueiros cobram indenizações após contaminação em São Tomé de Paripe

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Pescadores e marisqueiros cobram indenizações após contaminação em São Tomé de Paripe

Trabalhadores relatam dificuldades financeiras após prejuízos à pesca causadas pelas atividades da Gerdau ao comércio da região; cerca de 950 pessoas foram afetadas

Pescadores e marisqueiros cobram indenizações após contaminação em São Tomé de Paripe

Foto: Reprodução/TV Bahia

Por: Metro1 no dia 04 de novembro de 2026 às 12:21

Atualizado: no dia 04 de novembro de 2026 às 12:29

Pescadores, marisqueiros e comerciantes da praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio de Salvador, fizeram uma manifestação na manhã desta terça-feira (3) para cobrar o pagamento de indenizações por prejuízos causados pela contaminação marinha. Segundo os manifestantes, cerca de 950 pessoas foram afetadas e ainda não receberam os valores prometidos pela Gerdau, que operou o termninal marítimo instalado no local.

O protesto ocorreu nas proximidades da Base Naval de Aratu e bloqueou a passagem de ônibus, carros e motocicletas. O trânsito já foi normalizado. Durante o ato, trabalhadores relataram dificuldades financeiras após a contaminação comprometer atividades como pesca, mariscagem e venda de alimentos e bebidas na faixa de areia.

Em setembro, representantes de órgãos estaduais e federais, entre eles o Ministério Público da Bahia (MP) e o Ministério Público Federal (MPF), se reuniram com a Gerdau, uma das empresas envolvidas no caso. Na ocasião, foi discutida a elaboração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com previsão de pagamentos às famílias prejudicadas. Os manifestantes afirmam, porém, que nenhum valor foi depositado até o momento.

Relembre o caso

A contaminação da praia de São Tomé de Paripe envolve Gerdau e respingou também na Intermarítima, que assumiu a operação do Terminal Itapuã, embora esta última tenha  comprovado que não utiliza o material poluente encontrado na praia. O caso começou a ser investigado após um vazamento de substâncias químicas em fevereiro deste ano, quando foram identificados cobre e nitrato amoniacal em estruturas de drenagem do terminal marítimo.

A Gerdau informou que mantém diálogo com autoridades e órgãos competentes para construir uma solução social e técnico-ambiental para a região. A empresa afirmou ainda que pretende contribuir para encontrar medidas de apoio à população local e restabelecer a normalidade o mais rápido possível. Contudo, não disse porque ainda não pagou os valores prometidos às família afetadas.