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Professor Wilson Gomes comenta expansão de conteúdos pela internet
O professor doutor Wilson Gomes, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi o entrevistado desta segunda-feira (11), do Jornal da Cidade 2ª Edição, da Rádio Metrópole. Na ocasião, ele comentou a expansão de conteúdos via internet e a importância das ferramentas digitais na sala de aula. [Leia mais...]

Foto: Luiza Leão/Metropress
O professor doutor Wilson Gomes, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), foi o entrevistado desta segunda-feira (11), do Jornal da Cidade 2ª Edição, da Rádio Metrópole. Na ocasião, ele comentou a expansão de conteúdos via internet e a importância das ferramentas digitais na sala de aula.
"Na minha área, especificamente de política, são extremamente decisivas e importantes hoje. Primeiro porque, por exemplo, antigamente se falava que tinha uma realidade virtual e pessoas praticando na internet. Eu lembro quando se dizia para as crianças assim: "filho, saia da internet", "vou entrar na internet", e isso não faz mais nenhum sentido, primeiro porque ninguém mais entra na internet, acho que só velhos falam "vou entrar na internet", aliás, nem se fala mais da "internet" a rigor, quer dizer, teu filho não fala mais "internet", fala o aplicativo que ele está usando, porque ele sabe que tudo está online. Hoje, mais importante do que a ideia da internet é a ideia da conexão. Há 15 anos quando se falava de realidade virtual, o virtual era um adjetivo que usavam para qualquer coisa. Hoje, quando se fala em virtual também soa velho. Hoje nós falamos do digital e falamos das pessoas conectadas. Elas estão conectadas o tempo todo, não precisam entrar em nada. Nós que estamos aqui, estamos conectados, não nos desconectamos. Nem entendemos para que que serve um computador ou um telefone sem conexão", disse.
Para Wilson Gomes, a disseminação da informação ficou mais fácil com a conexão. "A hiperconexão é a condição fundamental, há um tempo se falavam que era um problema de classe, que só a classe média era assim, mas hoje não é, quer dizer, o pedreiro que trabalha lá em casa tem whatsapp e eu falo com ele pelo whatsapp. O smartphone, não só, talvez tenha uma penetração maior ainda nas classes mais baixas, porque tira o custo das ligações telefônicas, então praticamente hoje, tudo da nossa vida é mediado por isso, desde fazer revoluções, informação política, debater novas questões políticas, denúncias, violência que o indivíduo sofre, facilmente você filma e posta uma coisa e isso mudou muito o quadro por exemplo", disse.
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