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Rosemma nega caos no Mercado de Cajazeiras: "Ninguém pode oferecer cliente"

A matéria de capa do Jornal da Metrópole dessa semana mostra o fracasso do Mercado Municipal de Cajazeiras, inaugurado em novembro do ano passado com muita propaganda pela Prefeitura de Salvador mas que acumula reclamações de ambulantes [Leia mais...]

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Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira e Gabriel Nascimento no dia 11 de Agosto de 2016 ⋅ 09:36

A matéria de capa do Jornal da Metrópole dessa semana mostra o fracasso do Mercado Municipal de Cajazeiras, inaugurado em novembro do ano passado com muita propaganda pela Prefeitura de Salvador mas que acumula reclamações de ambulantes. Dos 133 boxes disponibilizados, grande parte está às moscas e comerciantes amargam prejuízos. Além da falta de fregueses, os comerciantes que tentam permanecer no mercado reclamam da ausência de segurança, de infraestrutura básica para o comércio de frutas e verduras e cobram ainda o cumprimento de promessas feitas pela secretaria de Ordem Pública (Semop).

Apesar dos fatos, a secretária Rosemma Maluf negou que o equipamento, que custou R$ 7 milhões, seja um fracasso. “Primeiro que, cliente é uma conquista de quem vende. O que nós sempre oferecemos foi um equipamento de qualidade isso foi entregue. Vale observar que esse projeto não veio de cima para baixo, foi construindo com a comissão de ambulantes da Rótula, montamos a comissão e discutimos a alternativa para realocar esses feirantes, a alternativa foi a construção do mercado, a exemplo do que fizemos em Periperi”, disse.

Secretária pede "mais criatividade" dos feirantes

Sobre os inúmeros boxes que continuam vazios, Rosemma reconheceu que o mercado precisa de ajustes e prometeu mudanças, mas atribuiu a falta de cliente a possível falta de criatividade dos feirantes. “Estamos levando uma central de atendimento da saúde, estamos retomando esses 36 boxes que estão sido mantidos fechados, o permissionário que não abre seu boxe, a prefeitura tem o direito de retomar. Vou retomar e passar pra outros que não foram contemplados. Em 30 dias vamos ter os novos permissionários com uma dinâmica diferente. Temos uma equipe da Semop presente sempre, manutenção, limpeza, todo o apoio é dado aos permissionários. Eu disse que o mercado precisa de ajustes, não disse que ele deu certo. Ele vai dar certo. Estamos passando pela maior crise do país, acha que isso não reflete no comércio? Temos que analisar isso. Esse comerciante tem que ter mais criatividade também”, afirmou.

Rosemma assegura qualidade

A secretária afirmou também que as reclamações são feitas “por um grupo político que quer desestabilizar o trabalho da prefeitura”, e garantiu que o equipamento é de qualidade, o que vai de encontro com o que diz quem trabalha no mercado. “Existe uma linha de atuação da Semop no ordenamento da cidade. A Rótula da Feirinha tem que buscar o bem coletivo, não posso achar que o passeio tomado, prejudicando a passagem de pedestres, pessoas com deficiência, tomando as frentes das lojas, não posso achar que esse é o modelo de cidade que queremos. Se você for conversar não só com ambulantes, mas com as pessoas da Rótula da Feirinha, você vai observar que a ação da prefeitura trouxe um bem para a coletividade. O mercado custou tudo isso [R$ 7 milhões] porque acreditamos que os feirantes podem oferecer um serviço de qualidade”, argumentou.

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