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Caso Lucas: abertura em canal arterial reduz 50% após início de tratamento

O resultado de um ecocardiograma divulgado nesta terça-feira (15) revelou que Lucas, bebê de sete meses que nasceu com uma abertura em um canal arterial, em Salvador, respondeu bem ao tratamento iniciado no último fim de semana. [Leia mais...]

[Caso Lucas: abertura em canal arterial reduz 50% após início de tratamento]
Foto : Divulgação/ Prefeitura de São Paulo

Por Luiza Leão no dia 14 de Março de 2017 ⋅ 19:46

O resultado de um ecocardiograma divulgado nesta terça-feira (15) revelou que Lucas, bebê de sete meses que nasceu com uma abertura em um canal arterial, em Salvador, respondeu bem ao tratamento iniciado no último fim de semana. O laudo médico mostrou que após o primeiro ciclo da intervenção, que inclui três doses de Ibuprofeno, a abertura do canal reduziu mais de 50%. Por causa disso, os profissionais já descartaram nesse primeiro momento a intervenção cirúrgica. A previsão é que Lucas tenha alta em 30 dias. 

Adriano Lima, pai da criança, explicou ao Metro1 que apesar da equipe médica do Hospital Aliança, local onde a criança está internada, ter precisado adaptar as necessidades do bebê prematuro a uma proibição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a patologia foi quase curada. "Ele respondeu muito bem ao tratamento", disse Adriano.

Lucas estava lutando contra o tempo para conseguir três doses do medicamento Ibuprofeno em sua forma venosa, conduta que apesar de ser mais indicada para bebês é proibida no Brasil, para iniciar o tratamento. Acontece que esse anti-inflamatório é vendido abertamente e sem restrições para hospitais e até mesmo para a população em suas formas gotas e em cápsulas. 

Por causa disso, as redes sociais tiveram um papel importante: mobilizar a população para conseguir três ampolas do Ibuprofeno venoso para evitar que Lucas precisasse ser operado. Prematuro e com poucos dias para que o tratamento fosse iniciado para surtir efeito, não haveria tempo para que a importação chegasse ao país. Apenas uma dose foi conseguida e por isso os médicos optaram por dosagens em gotas por meio de sonda. Felizmente, a substituição não interferiu no resultado e o organismo da criança respondeu à intervenção.

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