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Lojistas do Salvador Shopping cobram transparência e questionam custos

Os altos encargos e a taxa de condomínio cobrados pelos shoppings de Salvador aos lojistas continuam sendo motivo de reclamação. Os shoppings alegam que o cálculo do valor é feito levando em conta gastos fixos com água, luz e segurança, mas outros lojistas ouvidos pela Metrópole afirmam que a balança de gastos e tributos cobrados não é justa [Leia mais...]

[Lojistas do Salvador Shopping cobram transparência e questionam custos]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 16 de Março de 2017 ⋅ 15:34

Os altos encargos e a taxa de condomínio cobrados pelos shoppings de Salvador aos lojistas continuam sendo motivo de reclamação. Os shoppings alegam que o cálculo do valor é feito levando em conta gastos fixos com água, luz e segurança, mas outros lojistas ouvidos pela Metrópole afirmam que a balança de gastos e tributos cobrados não é justa. 

Apesar de a média nacional para a cobrança de condomínio ser de R$ 80 por m², no Salvador Shopping, segundo uma lojista que preferiu não se identificar, o valor é bem mais salgado. “O preço vai até R$ 180 o metro quadrado. O valor total desses custos ultrapassa os R$ 10 mil na maioria das lojas”, disse. E esse não é o único custo: “Tem Fundo de Promoção, IPTU, consumo de água, luz, ar condicionado e seguro geral”, completou.

E essa não foi a primeira reclamação sobre a questão. Na semana passada, a Metrópole mostrou a revolta de um outro empresário que também não quis se identificar, mas deu o panorama da situação: “Com a crise, os lojistas recorrem a refinanciamentos e negociações, porque o rendimento não supera os gastos”, contou.

 

Mais de meio milhão mensal só de jardinagem
A Metrópole teve acesso à tabela de gastos mensais do Salvador Shopping em julho de 2016. Totalizando R$ 6.274.050,06, o documento entregue aos lojistas como forma de prestação de contas traz reveladores R$ 573,5 mil somente com serviços de jardinagem, além de R$ 77,8 mil  destinados a “atendimento ao cliente”. 

Shopping nega cobrança 
Em nota, o Salvador Shoppping negou que cobre de condomínio até R$ 180 pelo metro quadrado. "As taxas praticadas pelo empreendimento encontram-se dentro de média do mercado. Sobre o questionamento de como é feita a definição de taxas, reiteramos que elas são resultado de uma série de custos administrativos, relacionados a despesas mensais, e que são cobrados proporcionalmente à área utilizada por cada lojista. Entre os valores, citamos as tarifas públicas, manutenção e operação do empreendimento, como conservação e funcionamento da edificação, supervisão predial, limpeza. Estão inseridas também as despesas com a segurança e brigada de incêndio", argumentou. 

Ainda segundo o shopping, todas as definições de cobrança são informadas ao lojista no ato de assinatura do contrato. "É feita uma prestação de contas mensal sobre as referidas despesas que, porventura, possam ter alguma oscilação de um mês para outro. Reiteramos a transparência dos nossos empreendimentos e estamos sempre à disposição dos lojistas para qualquer novo esclarecimento sobre tais custos", disse. 

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