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Após um ano, piscina olímpica ainda tem arquibancadas e banheiros provisórios

A tão esperada piscina olímpica de Salvador demorou exatos sete anos desde o lançamento do projeto pelo governo do estado até a entrega – parcial – em março de 2016. Apresentado como alternativa à Vila Olímpica, que deveria ter sido construída na região do estádio de Pituaçu [Leia mais...]

[Após um ano, piscina olímpica ainda tem arquibancadas e banheiros provisórios]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 24 de Março de 2017 ⋅ 13:20

A tão esperada piscina olímpica de Salvador demorou exatos sete anos desde o lançamento do projeto pelo governo do estado até a entrega – parcial – em março de 2016. Apresentado como alternativa à Vila Olímpica, que deveria ter sido construída na região do estádio de Pituaçu, o projeto atrasou da data de início das obras até o funcionamento — que foi prometido para 2011 e ficou para 2016.

Apesar de toda a pompa e circunstância da inauguração coordenada pelo então secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Álvaro Gomes, a obra foi entregue incompleta e, após um ano, continua funcionando com arquibancada e vestiários provisórios.

Sudesb tentou barrar visita
Apesar da negativa da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb) em permitir o acesso da Metrópole, alegando que a área estava em obras, na terça (22) a reportagem esteve no local – onde as aulas de natação aconteciam normalmente. Por lá, pouca coisa mudou desde o ano passado, e somente a arquibancada vai funcionar em uma estrutura maior, já que continua improvisada. “Há uma semana foi dado início à obra de instalação da arquibancada, com capacidade para 320 lugares e cobertura, com prazo de 15 dias para conclusão”, disse a Sudesb.

Duas licitações e nada: nenhuma empresa quis executar obras até agora
Diretor de operações de espaços esportivos da Sudesb, Marcos Andrade explica que duas licitações já foram lançadas na busca de empresas interessadas conclusão das obras dos vestiários, que funcionam em contêineres, mas não houve interessados. 

“Na verdade, essa é a terceira licitação que estamos fazendo. A primeira uma empresa ganhou, mas não teve condição de entregar, aí fizemos uma segunda que não teve nenhuma empresa ganhadora e vamos fazer a terceira agora”, afirmou Andrade.

“Nós ficamos tanto tempo de favor”
Ex-técnico de nadadores como Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo,  Rogério Arapiraca lembra o tempo em que o esporte não tinha um espaço. “Antigamente a federação [Baiana de Desportos Aquáticos] tinha que ficar de favor. Vamos aguardar, que daqui a pouco já vem a terceira etapa”, analisou. 
Atual secretária de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Olívia Santana foi procurada pela Metrópole para falar sobre o assunto, mas não foi encontrada.

Terceira etapa não tem prazo
A terceira etapa da obra compreende a construção de arquibancadas para 500 pessoas, vestiários para atletas, módulos de apoio técnico, sanitários para o público e estacionamento com 72 vagas e área para ônibus. Mas segundo o diretor de operações da Sudesb, limitações de verba impedem a realização. “Está aguardando orçamento. O projeto tem uma estrutura maior com alvenaria, arquibancada, iluminação”, disse Andrade. 

Prefeitura promete
A Secretaria Municipal de Trabalho, Esporte e Lazer (Semtel) anunciou, na semana passada, que vai instalar  na Praça Wilson Lins, na Pituba, a piscina usada nos Jogos Olímpicos Rio 2016. “A piscina já foi desmontada e todos os pré-requisitos solicitados já foram cumpridos. Também dispomos de uma empresa apta a realizar o traslado do equipamento do Rio de Janeiro para cá”, disse Geraldo Júnior, titular da pasta.

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