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Áreas de risco recebem geomantas no aniversário de Salvador

Há pouco tempo, o termo “geomanta” passou a fazer parte do dia a dia de muitos moradores de área de risco. A técnica utilizada para estabilização de encostas tem garantido segurança a moradores de quase 70 localidades espalhadas pela cidade, sob a coordenação da Defesa Civil de Salvador (Codesal), agora parte da Secretaria Cidade Sustentável e Inovação (Secis). Apenas no Arraial do Retiro, sete localidades foram beneficiadas com a aplicação de geomantas, com um investimento de aproximadamente R$ 990 mil, sendo, portanto, a comunidade com maior número de cobertura. Outro exemplo é Bom Juá, que conta com seis geomantas. Só nessa localidade, os investimentos passam dos R$ 650 mil. [Leia mais...]

[Áreas de risco recebem geomantas no aniversário de Salvador]
Foto : Valter Pontes/Secom Salvador

Por Metro1 no dia 28 de Março de 2017 ⋅ 14:17

Há pouco tempo, o termo “geomanta” passou a fazer parte do dia a dia de muitos moradores de área de risco. A técnica utilizada para estabilização de encostas tem garantido segurança a moradores de quase 70 localidades espalhadas pela cidade, sob a coordenação da Defesa Civil de Salvador (Codesal), agora parte da Secretaria Cidade Sustentável e Inovação (Secis). Apenas no Arraial do Retiro, sete localidades foram beneficiadas com a aplicação de geomantas, com um investimento de aproximadamente R$ 990 mil, sendo, portanto, a comunidade com maior número de cobertura. Outro exemplo é Bom Juá, que conta com seis geomantas. Só nessa localidade, os investimentos passam dos R$ 650 mil.

Todo esse esforço agora garante noites de sono tranquilas ao pedreiro Ademir da Anunciação, 45 anos, que não precisa mais mandar os filhos para a casa de parentes com medo de deslizamentos de terra. “Depois que a Prefeitura fez essa manta, nossa vida melhorou bastante. Nós não temos do que reclamar. Eu estou me sentindo muito bem mais seguro, quando chove eu nem me preocupo. Antigamente, quando chovia, a gente ia para a casa dos vizinhos que morassem mais longe. Agora nós ficamos em casa só olhando a chuva passar”, avalia o pedreiro sobre a novidade que foi aplicada em apenas três dias próximo da sua casa.
 
Quem também não esquece das noites que passou em claro por conta dos riscos de deslizamentos é o pintor Adriano de Sousa, 36 anos. “A geomanta só veio melhorar as coisas aqui na comunidade porque a gente já vivia com medo. Qualquer chuva que dava, a gente já entrava em pânico e deixava as crianças na porta de casa para uma melhor fuga, se fosse necessário. Agora nós estamos tendo maior tranquilidade”, conta Adriano, que também é voluntário da Defesa Civil e vistoria frequentemente a estrutura, para que não haja danos.

Há quatro anos vivendo na localidade da Baixinha de Santo Antônio, em São Gonçalo do Retiro, a doméstica Fabiana Santos, 31, mora com o esposo e três dos quatro filhos em uma pequena casa no alto de uma encosta, na Rua Santa Georgina. Nesse local, foi instalada uma das geomantas, atendendo a uma reivindicação da comunidade. “Era um sofrimento. Isso aqui era cheio de lixo, cachorro morto, tudo o que é tipo de coisa ruim botavam aqui. Meus filhos agora podem brincar porque, antes, fazia medo. Agora só temos que agradecer e cuidar para ter isso para o resto da vida”, afirmou Fabiana.


 
Investimento – Utilizada na cidade desde 2016, a tecnologia consiste na proteção das encostas através do revestimento composto de PVC e geotêxtil, com cobertura de proteção mecânica executada em chapisco jateado de cimento, areia e aditivos, para a prevenção de erosão. A todo, já foram investidos cerca de R$ 6 milhões na tecnologia de estabilização de encostas em áreas mais críticas da cidade, beneficiando, além de Bom Juá e Baixinha de Santo Antônio, locais como Brongo (IAPI), Pero Vaz, Calabetão, Arraial do Retiro, Paripe, Tancredo Neves e Vila Canária. Aproximadamente, 38,5 mil metros quadrados de encostas já contam com a medida.

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