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Divisão no meio da pista causa batida na Tancredo Neves; Transalvador nega erro

Mais um acidente foi causado pela desorganização nas estruturas instaladas pela CCR Metrô. Desta vez, um veículo bateu em um gelo baiano de concreto que estava fora do lugar na Av. Tancredo Neves, na descida da Ligação Iguatemi Paralela (LIP), no início da tarde desta quarta-feira (29). [Leia mais...]

[Divisão no meio da pista causa batida na Tancredo Neves; Transalvador nega erro]
Foto : Leitor Metro1

Por Laura Lorenzo no dia 29 de Março de 2017 ⋅ 17:08

Mais um acidente foi causado pela desorganização nas estruturas instaladas pela CCR Metrô. Desta vez, um veículo bateu em um gelo baiano de concreto que estava fora do lugar na Av. Tancredo Neves, na descida da Ligação Iguatemi Paralela (LIP), no início da tarde desta quarta-feira (29). De acordo com um ouvinte que testemunhou o acidente, o motorista do veículo saiu do carro com o rosto ensanguentado.  

Procurado pelo Metro1, o superintendente da Transalvador, Frabrizzio Müller, negou que o equipamento esteja colocado em um local indevido. "Aquela divisória não está no meio da pista. A obra não esta totalmente finalizada, da forma que esta vai haver ainda mais sinalização, mas ela não esta causando risco. A gente tem acompanhado, discutido as obras, Fizemos algumas considerações, algumas correções que vão ser implementadas pela CCR", disse o superintendente.

Muller então atribuiu a responsabilidade pelo acidente ao motorista. "Provavelmente, a pessoa decidiu entrar no momento errado, fez uma conversão brusca e não deu tempo. Isso não tem acontecido com frequência", argumentou. 

O Metro1 entrou em contato com a CCR Metrô, mas o consórcio respondeu que só pode fazer qualquer restituição ao condutor após um registro do caso na ouvidoria. Questionado se há vistoria das instalações da obra, a CCR afirmou a colocação de barreiras e qualquer tipo de sinalização nas vias é realizada em conjunto com os órgãos de trânsito de Salvador, e que a concessionaria mantém equipes monitorando essas estruturas. 

Outros casos

Este já é o terceiro caso envolvendo um dos equipamentos da CCR Metrô que causa um acidente. Em julho de 2016, o engenheiro e motociclista Wilson Júnior trafegava próximo ao bairro de Stella Maris quando foi atingido por um tapume metálico que se soltou da obra. Após oito meses de tratamento e 30 cirurgias, o engenheiro afirma que não teve o apoio da CCR Metrô. 

Já em novembro de 2016, a empresária Evellyn Gozi dirigia pela Av. Luiz Viana Filho quando teve o carro atingido por um ‘gelo baiano’. Quatro meses depois, ela luta para ter o prejuízo ressarcido. 

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