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Morar Melhor garante reformas de casas para 12,5 mil famílias

Sonhos de uma vida inteira deixaram de fazer parte do imaginário e se tornaram realidade para 12,5 mil famílias beneficiadas com programa Morar Melhor. Outras 18 mil estão cadastradas para receber os benefícios, entre eles pintura e reboco da fachada das casas, troca de esquadrias, instalações sanitárias, recuperação ou troca de telhado. Tudo para dar dignidade e qualidade de vida às famílias de áreas populares da cidade. Para marcar o aniversário de 468 anos de Salvador, a Prefeitura dará início às reformas de 200 casas do bairro de Macaúbas e outras 100 em Cosme de Farias. [Leia mais...]

[Morar Melhor garante reformas de casas para 12,5 mil famílias]
Foto : Valter Pontes/Secom Salvador

Por Metro1 no dia 31 de Março de 2017 ⋅ 16:55

Sonhos de uma vida inteira deixaram de fazer parte do imaginário e se tornaram realidade para 12,5 mil famílias beneficiadas com programa Morar Melhor. Outras 18 mil estão cadastradas para receber os benefícios, entre eles pintura e reboco da fachada das casas, troca de esquadrias, instalações sanitárias, recuperação ou troca de telhado. Tudo para dar dignidade e qualidade de vida às famílias de áreas populares da cidade. Para marcar o aniversário de 468 anos de Salvador, a Prefeitura dará início às reformas de 200 casas do bairro de Macaúbas e outras 100 em Cosme de Farias.

Mas já tem muita gente comemorando os benefícios. Empregada doméstica, Nilzete Vieira Regis, 69 anos, moradora do Calabetão há 56, afirma que dificilmente conseguiria juntar dinheiro para essa reforma. “Às vezes a gente pega um dinheirinho, mas não dá para nada. O que é que dá para fazer com o salário hoje? Meu esposo é aposentado, mas só anda doente. Então gastamos o que ganhamos com remédio, é muita coisa que a gente necessita, então nunca deu para fazer o que a gente queria. Estou feliz com o que foi feito. Antes, molhava muito quando chovia, mas agora tudo isso parou”, relata Nilzete, que recebeu reboco, duas portas e louças.

Idenildo Souza dos Santos, 34, manobrista, morador da comunidade desde que nasceu, nunca teve e chance de ver a casa dos pais ser reformada. “Moro aqui na comunidade com minha mãe e meus irmãos. Na nossa casa fizeram o reboco e trocaram as portas e janelas, e isso ajudou muito porque quando chove não molha mais. Só o dia do pedreiro custa R$ 100 e nós não tínhamos dinheiro para pagar a mão de obra para fazer essa reforma. Esse programa ajudou bastante e não tivemos custo algum. Na minha casa só eu trabalho e com tantas contas para pagar não tinha como fazer essa reforma”, relata.

As reformas chegarão à comunidade de Macaúbas nos próximos dias, e os moradores já estão ansiosos pelo início das obras. Vilma de Almeida, 60 anos, doméstica, se emociona só em pensar que em pouco tempo a casa onde vive com a família receberá melhorias. “Estou sem trabalhar e não posso fazer nada pela minha casa. Estamos vivendo com R$ 230 que temos do Bolsa Família. Estamos todos passando dificuldade. Espero melhorar de vida depois dessa reforma, consertar meu telhado, ter meu banheiro e consertar o muro que está caindo na casa da vizinha. Estou muito feliz, tudo isso vai mudar muito minha vida porque pelo menos não vai ter goteira”, comemora Vilma.

O programa – O Morar Melhor tem como objetivo recuperar e melhorar as unidades habitacionais nos 160 bairros e três ilhas de Salvador. O programa terá duração de cinco anos e beneficiará cerca de 100 mil unidades em toda a cidade, proporcionando assim, melhor qualidade de vida aos seus munícipes. São aplicados até R$5 mil por residência, o que viabiliza ações como pintura e reboco; troca de esquadrias (portas, janelas, portões, venezianas); instalações sanitárias; recuperação ou troca de telhado. As melhorias são definidas pelas próprias famílias – através do diálogo com assistentes sociais, verifica-se qual é a real prioridade da residência –, sem estabelecer qualquer tipo de empréstimo ou financiamento aos beneficiários.
 
Para a escolha dos bairros prioritários, foram definidos os seguintes critérios, baseados em dados do IBGE 2010: maior predominância de domicílios com alvenaria sem revestimento; maior predominância de pessoas abaixo da linha de pobreza (renda per capta inferior a R$ 70); maior densidade habitacional; maior predominância de mulheres chefe de família; e precariedade habitacional obtida pela observação de campo. Não serão contemplados imóveis em situação de risco cadastrados pela Defesa Civil; imóveis de aluguel; e famílias que apresentem renda superior a três salários mínimos.

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