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CCR acusa Prefeitura de empatar operação de trecho da Linha 2 do metrô

O diretor-presidente da CCR Metrô Bahia, Luiz Valença, acusou a Prefeitura de atrasar o início da operação da Linha 2 do metrô por conta de um impasse em relação ao fechamento de três retornos na Avenida Luis Viana Filho (Paralela). [Leia mais...]

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Foto : Divulgação / Conder

Por Laura Lorenzo no dia 04 de Maio de 2017 ⋅ 18:02

O diretor-presidente da CCR Metrô Bahia, Luiz Valença, acusou a Prefeitura de atrasar o início da operação da Linha 2 do metrô por conta de um impasse em relação ao fechamento de três retornos na Avenida Luis Viana Filho (Paralela). Segundo ele, as obras das estações Bairro da Paz, Flamboyant, Tamburugy e Mussurunga estão prontas e já foram entregues ao governo do estado, mas a Prefeitura estaria empatando a abertura do modal para o público.

“Os trens não têm como pular esses 20 metros. Nós até apresentamos uma solução para a prefeitura, que permitiria fazer um retorno, com os carros passando por cima dos trilhos para que a gente pudesse testar os trens durante a noite, para ganhar aí uns dois meses para a população, porque o sistema está pronto. Mas infelizmente a gente não conseguiu, junto com a Transalvador e com a prefeitura, a autorização que a gente precisava para fechar esses retornos”, disse o diretor-presidente em entrevista ao portal Bahia.Ba.

Valença criticou ainda a integração do sistema metroviário com os ônibus da cidade. “O número, a quantidade de linhas integradas, em função da linha 2 do metrô, hoje é muito baixo. Temos, mais ou menos, 270 linhas urbanas integradas, a maior parte delas servindo à linha 1”, criticou, afirmando que mudanças precisam ser implementadas na mobilidade municipal, reclamando ainda sobre as passagens. “Qual é a tarifa justa? Eu não sei. É preciso racionalizar primeiro, porque pagar a tarifa cara para andar ônibus vazio é um preço que a sociedade não pode pagar. Você calcular tarifa para um sistema ineficaz e predatório, como tem hoje, é arrumar dinheiro para pagar a ineficiência”, afirmou.

Por meio de seu Twitter, o secretário de Mobilidade (Semob) rebateu as criticas do diretor da CCR. '50 % das linhas estão integradas! Não existe nenhuma estação de metrô sem integração! Cabe ao povo escolher se integra!', reclamou. Ele ainda acusou o governo do estado de tentar 'cortar linhas e obrigar todo mundo a pegar o metrô' para 'diminuir o rombo do subsídio'. 'Não posso obrigar o povo a sair do ônibus e entrar no metrô', completou.

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