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Situação do Mercado de Cajazeiras é ainda mais complicada após incêndio
Feirantes denunciaram, inúmeras vezes, a falta de infraestrutura e condições comerciais no Mercado de Cajazeiras. Mas precisou um acidente de grandes proporções para a Prefeitura de Salvador, enfim, olhar para o equipamento [Leia mais...]

Foto: Tácio Moreira/Metropress
Feirantes denunciaram, inúmeras vezes, a falta de infraestrutura e condições comerciais no Mercado de Cajazeiras. Mas precisou um acidente de grandes proporções para a Prefeitura de Salvador, enfim, olhar para o equipamento. “Um monte de coisa já aconteceu naquele mercado. Por conta desse episódio novo do incêndio, o prefeito foi lá. Se o prefeito tivesse tido a iniciativa de ir lá acompanhar o sofrimento da gente, talvez teria evitado muitas coisas no mercado”, desabafa o comerciante Dielson Amorim, que possui um box no local.
O incêndio teve início na noite de domingo (18) e destruiu boa parte do segundo pavimento do mercado. Com restaurantes, barbearias e lojinhas de variedades, o local era o de maior movimento no local, já que no andar inferior, onde fica boa parte das barracas de frutas e legumes, o volume de consumidores era cada vez menor. Mas o que já era ruim ficou ainda pior, pois, desde domingo, os comerciantes ficaram sem ter onde trabalhar.
Para piorar, em entrevista à Metrópole, o secretário de Ordem Pública de Salvador, Marcos Passos, reconheceu que faltavam itens de segurança no mercado e agora, a Prefeitura conta com a colaboração de comerciantes e moradores da região para solucionar o motivo do incêndio.
Câmeras seriam doadas após o feriado
Ao que tudo indica, dos R$ 7 milhões investidos no Mercado de Cajazeiras, pouco ou quase nada deste montante foi destinado à segurança. De acordo com o secretário de Ordem Pública, a construção não possuía câmeras de monitoramento.
“O mercado não tinha câmeras. A gente tem, tem... A gente vai solicitar. Tive a reunião no mercado, para você ter uma ideia, existe uma empresa de instalação de equipamento, que tinha o interesse em ter um boxe e ela iria fazer toda a instalação do mercado como forma de doação”, disse, afirmando que a cessão das câmeras seria feita após o São João.
“Segurança só de deus”
O comerciante Dielson lembrou que diversos casos de violência já aconteceram no mercado. “A gente já foi vítima de arrombamentos. Antes desse incêndio teve um arrombamento. Um dia teve morte por causa do arrombamento, o cara morreu eletrocutado. Um monte de coisa aconteceu e o prefeito nunca apareceu por lá”, reclamou. Afirmando que o espaço nunca teve segurança, o comerciante disse que os feirantes não reclamam pois temem represália. “A segurança que tínhamos ali era a segurança de Deus. Câmera nunca teve. O mercado só tinha box, energia e água”, completou.
Neto cogita incêndio criminoso
Na segunda-feira (19), após o incêndio, o prefeito ACM Neto visitou o espaço e pediu empenho às polícias civil e militar na investigação. No local, foi encontrado um isqueiro e uma garrafa com álcool, o que pode indicar que a ação foi criminosa. Mas o laudo do Departamento de Polícia Técnica (DPT), que apontará as causas do acidente, deve sair só em 45 dias. “A gente desconfia que o incêndio começou a partir de uma poltrona e se espalhou”, disse o prefeito ACM Neto.
O pavimento 1 e a área externa do mercado foram parcialmente reabertas na manhã da última quarta-feira (21). “A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras Públicas (Seinfra) foi acionada para fazer o telhado provisório do segundo pavimento. No entanto, esse pavimento ficará interditado com tapume até a conclusão da reforma”, disse a Semop.
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