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Pró-vítimas: programa do Detran ajuda pessoas que sofreram acidentes a evitar golpe do DPVAT
O Sindicato dos Motociclistas, Motoboys e Mototaxistas da Bahia (Sindimoto), já perdeu a conta de quantos sindicalizados morreram ou tiveram sequelas após acidentes. Entre 2000 e 2014, cerca de 30 mil pessoas faleceram no trânsito na Bahia, sendo que 5.193 estavam dirigindo motos e 10.570 eram ocupantes de carros [Leia mais...]

Foto: Tácio Moreira/Metropress
O Sindicato dos Motociclistas, Motoboys e Mototaxistas da Bahia (Sindimoto), já perdeu a conta de quantos sindicalizados morreram ou tiveram sequelas após acidentes. Entre 2000 e 2014, cerca de 30 mil pessoas faleceram no trânsito na Bahia, sendo que 5.193 estavam dirigindo motos e 10.570 eram ocupantes de carros.
E o pior é que, caso sobreviva ao acidente, a vítima pode levar um novo baque: o golpe do DPVAT. O Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículo Automotores de Vias Terrestres paga até R$ 13 mil para vítima e familiares de acidentados e desperta a atenção de golpistas que, ainda nos hospitais, oferecem-se para intermediar o processo e cobram porcentagens por isso — quando não roubam tudo. Para tentar barrar a prática, o Detran criou o programa Pró-Vítimas, que auxilia o acidentado com a burocracia e o atendimento médico.
Quem tem direito?
De acordo com o Código Brasileiro de Trânsito, têm direito a receber o seguro DPVAT motoristas, passageiros e pedestres vítimas de acidentes de trânsito. O valor das indenizações é de R$ 13,5 mil por morte, até R$ 13,5 mil por invalidez permanente e até R$ 2,7 mil para despesas médicas. Vítimas e familiares podem dar entrada no pedido até 3 anos após o acidente ter ocorrido.
Contra intermediários, contato com hospitais
O Pró-Vítimas foi criado em outubro do ano passado e, segundo o coordenador de segurança e educação para o trânsito do Detran, Carlos Moura, dá atenção também à família. “Temos uma sede na Rua do Barro Vermelho, no Rio Vermelho, onde há atendimento psicológico, social e jurídico”, explica.
Apesar de o foco do programa não ser só o DPVAT, Moura explica que o Detran tem feito um trabalho de conscientização para evitar golpes no seguro, principalmente com motociclistas, os mais afetados. “Mantemos contato com Samu e hospitais para as vítimas procurarem a gente e tirarmos esses intermediadores do caminho. A pessoa tem direito e não precisa pagar nada”, afirma.
2016: R$ 1,7 bilhão pago
No total, em 2016 foram pagas 434 mil indenizações, somando R$ 1,7 bilhão em reembolsos de despesas hospitalares, invalidez permanente ou morte para vítimas de acidentes de trânsito no Brasil.
De acordo com o levantamento feito pela Líder-DPVAT, que administra o consórcio de seguradoras, o número de indenizações pagas diminuiu 33,4% em 2016, na comparação com o ano anterior — o que representou uma queda pelo segundo ano consecutivo, pois em 2015 o pagamento já havia diminuído 15%. A empresa credita a queda à diminuição das fraudes.
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