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Pai denuncia demora para remoção do corpo de filho morto em Ilha de Maré: "Mais de 40 horas"

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Pai denuncia demora para remoção do corpo de filho morto em Ilha de Maré: "Mais de 40 horas"

Imagine esperar mais de 40 horas para que o corpo de um filho morto seja retirado da cena do crime. Foi o que aconteceu com um ouvinte da Rádio Metrópole, em Ilha de Maré, na baía de Todos-os-Santos. Na manhã desta quarta-feira (23), o homem de prenome Eliomar entrou ao vivo no Jornal da Bahia no Ar para denunciar o caso. [Leia mais...]

Pai denuncia demora para remoção do corpo de filho morto em Ilha de Maré: "Mais de 40 horas"

Foto: Reprodução/Bahia Comenta

Por: Gabriel Nascimento e Matheus Simoni no dia 23 de agosto de 2017 às 09:43

Atualizado: no dia 23 de agosto de 2017 às 10:11

Imagine esperar mais de 40 horas para que o corpo de um filho morto seja retirado da cena do crime. Foi o que aconteceu com um ouvinte da Rádio Metrópole, em Ilha de Maré, na baía de Todos-os-Santos. Na manhã desta quarta-feira (23), o homem de prenome Eliomar entrou ao vivo no Jornal da Bahia no Ar para denunciar o caso.

"Já são 48 horas e o corpo está no mesmo local. Já chamei todas as autoridades, fui no IML, em tudo que é canto. A polícia veio aqui ontem e disse que não iria atravessar porque não tinha barco. Disseram que não tem embarcação para fazer isso, que dependia da Marinha. O corpo do meu filho está apodrecendo no mesmo local e ninguém faz nada", disse a José Eduardo. Ainda não há detalhes sobre a vítima, nem a motivação e autoria do crime.

Em contato com a Metrópole, o Coronel Uzêda, da Polícia Militar, informou que está trabalhando para realizar a retirada do corpo e atribuiu a demora a falta de "condições de navegabilidade". "Temos embarcações em Candeias e Mar Grande, mas elas não tinham capacidade para levar. A Marinha só pode nos atender hoje pela manhã. Fizemos todos os esforços para atender ao pai", disse.

O Coronel garantiu que o caso será solucionado ainda nesta quarta. "O Coronel Anselmo, juntamente com o secretário Maurício Barbosa, estão empenhados nisso", disse. Vale lembrar que, mesmo depois da remoção, os familiares ainda precisam lidar com a falta de infraestrutura do Instituto Médico Legal (IML).

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