Cidade

Responsável por mais de 20 resgates na tragédia de Mar Grande, PM relembra: \"Saí mergulhando\"

O sargento da Polícia Militar Jonas Coelho foi um dos responsáveis pelo resgate de mais de 20 passageiros a bordo da embarcação Cavalo Marinho I, que naufragou na última quinta-feira (24), deixando 19 pessoas mortas na travessia Mar Grande-Salvador. [Leia mais...]

[Responsável por mais de 20 resgates na tragédia de Mar Grande, PM relembra: \
Foto : Alberto Maraux/SSP

Por Laura Lorenzo no dia 29 de Agosto de 2017 ⋅ 19:40

O sargento da Polícia Militar Jonas Coelho foi um dos responsáveis pelo resgate de mais de 20 passageiros a bordo da embarcação Cavalo Marinho I, que naufragou na última quinta-feira (24), deixando 19 pessoas mortas na travessia Mar Grande-Salvador.

De acordo com o sargento — um dos passageiros da lancha —, pouco após a partida, fortes ondas se formaram e começou a chover. \"Por volta de 500 metros [da costa], entraram umas ondas mais fortes. Só que as ondas cresceram, e entre uma onda e a outra criou-se um vácuo, um buraco, onde a lancha entrou. Quando ela adernou para a esquerda, não conseguiu voltar e as pessoas caíram. Adernou para o lado esquerdo e ela foi pra água\", contou ao Metro1.

Coelho contou ainda que chegou a ficar preso quando a embarcação virou, mas que conseguiu sair e logo iniciou o resgate dos outros passageiros. \"Eu fiquei um pouco preso, mas quando a água começou a entrar eu saí mergulhando. Quando eu saí, que vi a situação, respirei e disse: \"Agora o que eu tenho que fazer é ajudar essas pessoas\". Eu fui aos botes, levei uma senhora, e levei [um bote] para onde estavam as outras pessoas. Perguntei se estava todo mundo bem e fui pra embarcação afundada, porque lá tinha mais gente precisando de ajuda. Fui nadando, coloquei as pessoas, e um outro marinheiro — que eu queria conhecer —, foi buscar outro bote. Nós arrumamos esses três botes, conseguimos tirar as pessoas que estavam em cima da lancha, colocar nesses botes, e aí já tranquilizou\", relatou.

O PM ainda contou que, durante os resgates, ele chegou a ver o bote em que estava o pequeno David, de seis meses — um dos que morreram no acidente. \"Eu encontrei dois marinheiros com uma criança, perguntei como ela estava e eles disseram que não tinha mais jeito, não tinha como salvar. Eu fiquei apreensivo, mas pensei que o que eu tinha que fazer era salvar as outras pessoas\", contou. E foi o que o sargento fez. Com ajuda do marinheiro, ele conduziu os três botes para a praia, onde os passageiros foram resgatados por pequenas embarcações.

Notícias relacionadas