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Quiosques da orla não vingam e prefeitura já prepara "plano b" para o verão

Quase sete anos depois da demolição das barracas de praia na Orla de Salvador, o futuro dos quiosques entregues em meados de 2015 ainda é discutido pela Prefeitura. Os equipamentos mais recentes acumulam reclamações e frustrações e, definitivamente, não fizeram o sucesso esperado pelo Município [Leia mais...]

[Quiosques da orla não vingam e prefeitura já prepara
Foto : Gabriel Nascimento/Metropress

Por Gabriel Nascimento no dia 13 de Outubro de 2017 ⋅ 14:12

Quase sete anos depois da demolição das barracas de praia na Orla de Salvador, o futuro dos quiosques entregues em meados de 2015 ainda é discutido pela Prefeitura. Os equipamentos mais recentes acumulam reclamações e frustrações e, definitivamente, não fizeram o sucesso esperado pelo Município. É só consultar a história para tomar conhecimento da demora de preencher os quiosques em Piatã, por exemplo — até março de 2016 eram três de oito —, ou em Tubarão, no bairro de Paripe, onde, de acordo com o secretário de Cultura e Turismo, Cláudio Tinoco, até hoje ninguém se habilitou a operar.

“Se você for lá, vai identificar duas áreas: um [quiosque] ficou pronto. Não teve viabilidade. A concessionária cumpriu a notificação, aprontou, mas não consegue ninguém para operar. Então, admitimos que se remaneje essas estruturas para São Tomé de Paripe, que tem um, pelo menos, que conseguiu entrar em operação e outro que está aguardando a confirmação de outro operador. Essa possibilidade existe. Não há locação para a área e não há operador interessado”, declarou.

Quiosque abandonado já tem concessionária
O quiosque que melhor ilustra a falta de bons resultados é o da Praça do Estaleiro, na Ribeira. O equipamento, desocupado, exibe pichações em todos os lados e tem o piso externo danificado. Apesar do abandono, o secretário informou que já existe um operador, mas o local não teve energia e água ligados. “É um quiosque de 50m² que já tem operador praticamente contratado pela concessionária, mas ainda há problema de ligação de energia e esgotamento. A concessionária comprovou. Há um problema com esse da Ribeira, dois em Stella Maris, e um na Praia do Flamengo”, disse. Ainda segundo Tinoco, a manutenção é de responsabilidade da concessionária — no caso da Ribeira, a Salvador Kiosk.

10 dias para definição
A ideia agora é transformar os quiosques em áreas gastronômicas, como a Vila Caramuru, no Rio Vermelho. Segundo Tinoco, apesar de o projeto ainda não ter sido aprovado para o Jardim dos Namorados, as mudanças deverão ser aplicadas em Piatã. “As intervenções poderão ser implementadas sem a necessidade de obras muito significativas. É mais uma adequação”, contou. O projeto deve ter uma definição em 10 dias. “Continuo otimista de que essa é uma solução que vai ser encampada. A tendência é que haja realmente uma autorização”, concluiu Tinoco.

 

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