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Você sabe? Transalvador explica a diferença entre faixas e vias exclusivas

Você sabia que trafegar em faixas e vias exclusivas para ônibus é considerado infração gravíssima em todo o Brasil? De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), condutores que infringem a lei pagam multa de R$ 191,54, perdem sete pontos na carteira de habilitação e podem ter o carro apreendido. A lei que altera o Código foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff (PT) e publicada no Diário Oficial de 31 de julho deste ano.

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Foto : Reprodução/Agecom

Por Matheus Morais no dia 30 de Agosto de 2015 ⋅ 09:00

Você sabia que trafegar em faixas e vias exclusivas para ônibus é considerado infração gravíssima em todo o Brasil? De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), condutores que infringem a lei pagam multa de R$ 191,54, perdem sete pontos na carteira de habilitação e podem ter o carro apreendido. A lei que altera o Código foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff (PT) e publicada no Diário Oficial de 31 de julho deste ano. 

Mas, apesar da nova lei, a maioria da população não sabe a diferença entre faixas e vias exclusivas para ônibus. Para tirar as dúvidas dos leitores, o Jornal da Metrópole procurou o especialista em trânsito e transporte Elmo Felzemburg, que explicou: “As vias exclusivas para ônibus, fiscamente, são separadas do tráfego geral. Como por exemplo, aquela do Iguatemi, que pega um pedaço da Paralela, ninguém pode entrar nela, nenhum carro particular. Já as faixas, são faixas de tráfego nas pistas normais, sinalizadas como preferenciais para ônibus.  Neste caso, os veículos particulares podem trafegar em alguns trechos dessas faixas, porque precisam acessar as ruas transversais, em alguns casos”,  disse.

Em Salvador, existem duas vias exclusivas para ônibus: a Ligação Iguatemi Paralela (LIP) e uma das pistas da Av. Vasco da Gama. Já a única faixa exclusiva para ônibus ativa na cidade fica na Avenida Paulo VI, no bairro da Pituba, e começou a funcionar em novembro de 2013 após mudanças no trânsito do bairro.

Faixa exclusiva: Projeto da prefeitura na Avenida Paulo VI deu certo    

Segundo o superintendente da Transalvador, Fabrizzio Muller, a faixa exclusiva da Paulo VI deu certo porque não houve prejuízo para o usuário do transporte público. 

“Ele não teve que andar mais. Além disso, garantimos a fluidez dos ônibus nessas faixas e também melhoramos a Paulo VI, porque agora tem três faixas no sentido único”, afirmou.  Com a mudança, a Transalvador estabeleceu que os carros particulares são proibídos de trafegar na faixa exclusiva da Paulo VI durante todo o dia. Só este ano 11.780 multas foram emitidas por infrações no local.

Mobilidade urbana em péssimas condições

O especialista em trânsito Elmo Felzemburg reiterou ao Jornal da Metrópole que as faixas exclusivas precisam de sinalizações que indiquem onde os motoristas podem acessá­-las. “Em Salvador, essas sinalizações foram feitas de maneira precária”, afirmou. Para ele, a cidade ainda vive em péssimas condições quando o assunto é infraestrutura da mobilidade urbana. “Tanto para o automóvel quanto para o ônibus e para o metrô, que ainda é muito pequeno. Nós somos muito pobres nessa oferta, temos poucas redes de tráfego rápido”, criticou.

Transalvador ainda cautelosa

Questionado sobre por que não há um número maior de faixas exclusivas em Salvador e por que não há a mesma quantidade de multas dadas para infrações em outros locais que não a Av. Paulo VI, Muller foi cauteloso. “A Prefeitura entende que para essa ampliação acontecer são necessários estudos mais profundos. Para que a faixa exclusiva propicie maior fluidez aos ônibus, é preciso que ela não prejudique o trânsito de outros veículos”, disse.

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