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"Impensável acontecer em 2017", diz pesquisadora da UFBA sobre ameaças a professores
A doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia Thaís Miranda foi entrevistada no Jornal da Cidade II Edição, na Rádio Metrópole, nesta quarta-feira (22), e demonstrou indignação ao comentar o episódio em que três professores da UFBA, instituição onde leciona, foram ameaçados - um deles de morte -, por causa do teor de pesquisas que desenvolvem. [Leia mais...]

Foto: Luiza Leão/ Metropress
A doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia Thaís Miranda foi entrevistada no Jornal da Cidade II Edição, na Rádio Metrópole, nesta quarta-feira (22), e demonstrou indignação ao comentar o episódio em que três professores da UFBA, instituição onde leciona, foram ameaçados - um deles de morte -, por causa do teor de pesquisas que desenvolvem.
"Pesquisadoras mulheres estão sendo vítimas dessa onda conservadora, estão tendo o seu objeto de pesquisa restringido. O impensável acontece, né? Em 2017, a UFBA ter professoras, porque discutem diversidade de gênero, sendo ameaçadas de morte é impensável", falou. Na ocasião, a entrevistada, que estudava pornografia amadora, chegou a comemorar por ter encerrado suas discussões no ano passado.
Da Califórnia, nos Estados Unidos, Mário Kértesz também falou sobre o episódio. "Essa coisa do politicamente conservador, o Movimento Brasil Livre, o Escola sem Partido, pelo amor de Deus!Está uma coisa muito nojenta. Eu fico triste de ver o que está acontecendo", comentou MK.
James Martins, comentarista da Metrópole, acredita que o que falta no país é o diálogo. "A gente precisa crescer, no sentido de que a gente precisa respeitar as opiniões diferentes das nossas. O que me interessa é que a gente precisa parar agora para estabelecer um ambiente onde os diferentes possam conversar. Eu espero que o Brasil consiga estabelecer um diálogo, mas isso está difícil", falou.
Ameaças
Na última segunda-feira (20), o reitor da universidade, João Carlos Salles, divulgou uma moção de repúdio contra os ataques. O documento assinado por ele foi produzido e aprovada pelo Conselho Universitário da Ufba. Na carta, Salles diz ser contra "a opressão diante das tentativas de cerceamento de todo um campo de produção do conhecimento científico". O reitor atribui esses episódios a uma onda de conservadorismo.
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