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Três meses de obra e a construtora JHSF mudou apenas o piso da Praça Arthur Lago

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Três meses de obra e a construtora JHSF mudou apenas o piso da Praça Arthur Lago

Após anos em situação precária, com sujeira, insegurança e aglomeração do mercado informal, a Praça Arthur Lago, em Pernambués, ganhou, nos últimos meses, obras de reforma. Uma rua foi interditada e uma outra pista [Leia mais...]

Três meses de obra e a construtora JHSF mudou apenas o piso da Praça Arthur Lago

Foto: Tácio Moreira/Metropress

Por: Paloma Andrade no dia 04 de setembro de 2015 às 10:30

Após anos em situação precária, com sujeira, insegurança e aglomeração do mercado informal, a Praça Arthur Lago, em Pernambués, ganhou, nos últimos meses, obras de reforma. Uma rua foi interditada e uma outra pista, dividida em duas, tornando-se mão dupla. Isso tudo causou um grande transtorno, com enormes engarrafamentos e até mesmo alterações na rota de ônibus que passam pela região.

Essa situação se repetiu, diariamente, durante três meses e 20 dias, segundo informou a Secretaria de Manutenção (Seman), como tempo em que a reforma foi concluída. Ou iniciada? Pois, como fica claro para qualquer um que passe pelo local, todo esse tempo só rendeu a alteração de parte do piso, numa simulação em miniatura da nova Barra — só que destinada só a carros e sem a lógica de compartilhamento com pedestres que faz sentido no bairro de classe alta.

A obra foi tocada pela empresa JHSF, como parte do termo de ajustamento de conduta solicitado pelo Ministério Público por causa da construção do condomínio Horto Bela Vista. Mas a contrapartida era só isso?

Reforma só de um lado: “Não alterou nada”
A gestora de RH Soraia da Silva, moradora da região, achou que a alteração do piso foi uma melhoria devido às poças de água que se acumulavam em dias de chuva. Porém, para Soraia, a praça Arthur Lago permanece em péssimo estado.
“O lado em que colocaram os blocos intertravados andava sujo e com água empoçada e hoje não tem mais isso. Mas aquilo ali está um horror. Não tem um ar legal para a gente sentir vontade de sentar lá”, avaliou.


Larissa Mendonça, moradora do bairro, criticou a reforma. “Eu não gostei porque só fizeram alteração de um lado, que é onde ficam as lojas. Não alterou nada na praça. Não tem segurança nenhuma, não tem limpeza, sempre está suja. Até o banco do ponto de ônibus está quebrado, e as mesinhas de cimento não reformaram”, pontuou.

Não vamos esquecer
Na tarde desta quarta-feira (2) o Grupo Metrópole tentou, inúmeras vezes, contato com a JHSF, construtura responsável pela reforma, e com o Ministério Público do Estado da Bahia. Com a empresa, sequer conseguiu atendimento do setor de comunicação. Com o MP, não obteve os detalhes do TAC. A assessoria do MP-BA pediu mais tempo para enviar à Metrópole estes dados, a fim de que possamos comparar o que deveria ser feito com o que foi entregue.


Enquanto isso, quem passa pela região, como a estudante de direito Jaqueline Neres, vê que a mudança não serviu para quase nada. “Achei que seria uma reforma que beneficiaria os moradores e frequentadores da praça. Mas não levou nenhum benefício”, afirmou. Como sempre, vamos continuar acompanhando o caso da Praça Arthur Lago.