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Sem coleta, lixo e moscas assustam moradores de Boipeba

Nas redes sociais, o tema também já levanta polêmica. “Falta pouco para o lixo chegar na Vila de Boipeba. Sinto muito, mas é lamentável”, alerta Adriano Amâncio, que é nativo da área e atua como guia. [Leia mais...]

[Sem coleta, lixo e moscas assustam moradores de Boipeba]
Foto : Reprodução/ Facebook

Por Alexandre Galvão no dia 09 de Março de 2018 ⋅ 10:40

Apesar  das  belíssimas  praias  e  da  vida  pacata,  a  realidade  da  Ilha  de  Boipeba,  localizada  no  município de Cairu, no baixo sul  baiano,  tem  passado  longe  do conceito de sonho. O  local,  que  constantemente   figura  nas  listas  de  praias  mais bonitas  do  Brasil,  está  com  o  título ameaçado por causa do acúmulo  de  lixo gerado  por  moradores  e  visitantes.  

A  situação  se agrava pela ineficiência do Poder Público  na  coleta  dos  resíduos  —  apesar  da  Prefeitura  de  Cairu negar qualquer problema no serviço.  De acordo com  moradores  ouvidos  pelo  Jornal  da  Metrópole, a ilha sofre desde o começo do ano com a interrupção do recolhimento dos resíduos recicláveis.  “A gente separava e a Prefeitura  fazia a coleta. Agora isso não acontece mais. Eles iam colocando em um  galpão, mas até esse equipamento já está cheio. O lixo agora é jogado no mato e já  está  perto  da  vila”,  relatou o empresário  Luciano  Rodrigues, morador do local.

Com a sujeira, moradores perceberam um aumento no número de moscas no local. A infestação do inseto começou, inclusive, a incomodar turistas, que movimentam a vida financeira da ilhar localizada no aquipélado de Tinharé.

“A gente acredita que seja esse acúmulo do lixo que atrai as moscas. O aumento aconteceu depois do Ano Novo e do Carnaval. Não sei se é coincidência. Os hóspedes reclamam muito disso”, apontou Rodrigues.

Nas redes sociais, o tema também já levanta polêmica. “Falta pouco para o lixo chegar na Vila de Boipeba. Sinto muito, mas é lamentável”, alerta Adriano Amâncio, que é nativo da área e atua como guia.

Para combater a poluição, parte da população já se mobiliza para ocupar a ausência do Poder Público. Oceanógrafa e coordenadora do projeto Lixo Extraordinário, Marta Smith Rormems diz que o grupo, durante a alta estação, chega a tirar 40 mil litros de lixo das praias e centro urbano.

“Prefeitura e nada aqui é a mesma coisa. Não querem fazer, não têm dinheiro para nada. Isso [o acúmulo de lixo fora do galpão] é recorrente. Vai chegando perto da comunidade e as pessoas ficam piradas, aí vem o trator que empurra o lixo e ninguém fala mais nada”, relata.

Prefeitura nega – Apesar das imagens do lixo amontoado em áreas de mata atlântica, a prefeitura de Cairu nega que tenha suspendido o recolhimento de material reciclável e garante que tudo transcorre dentro da normalidade.

“Está acontecendo normalmente a coleta de reciclados, assim como a convencional. O que pode ter ocorrido no período que foram tiradas as fotos é um aumento natural da produção dos resíduos, mas nada fora do controle e que venha afetar o meio ambiente”, garante.

Ainda de acordo com a gestão municipal, a proliferação de moscas nada tem a ver com os detritos, pois “é um fenômeno generalizado nas regiões praianas”.

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