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Nomes de ruas de Salvador contam a história da cidade

Você já desceu a Ladeira da Preguiça, andou pela região de Água de Meninos ou conhece a Baixa dos Sapateiros? Provavelmente sim, mas pouca gente sabe o motivo de nomes tão pitorescos.De acordo com o arquiteto e historiador Chico Senna, a nomenclatura para lá de peculiar de ruas e espaços públicos se faz presente na cultura da capital baiana desde o início da fundação da cidade [Leia mais...]

[Nomes de ruas de Salvador contam a história da cidade ]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Bárbara Silveira no dia 29 de Março de 2018 ⋅ 08:10

Você já desceu a Ladeira da Preguiça, andou pela região de Água de Meninos ou conhece a Baixa dos Sapateiros? Provavelmente sim, mas pouca gente sabe o motivo de nomes tão pitorescos.De acordo com o arquiteto e historiador Chico Senna, a nomenclatura para lá de peculiar de ruas e espaços públicos se faz presente na cultura da capital baiana desde o início da fundação da cidade.

“A maioria dos nomes foram espontâneos. Lugar com determinado tipo de árvore virou Rua do Jenipapeiro. Por exemplo, uma ladeira que escorregava bastante, era muito íngreme, virou Ladeira do Quebra Bunda e coisas assim. Em Água de Meninos a história é que tinha um orfanato dos órfãos de São Joaquim e ali tinha uma fonte. Contam que os meninos se banhavam. Mas não é exato, não tem uma literatura específica sobre isso”, explicou. Mas exemplos que deixam claro a criatividade — e gaiatice — do soteropolitano não faltam. “A Ladeira do Pepino era chamada assim pois subir e descer ali era um pepino, muito complicado”, esclareceu o jornalista e escritor Jolivaldo Freitas.

Do bairro Corta Braços a Ladeira do Pepino
No primeiro momento, é difícil ligar os nomes Corta Braços e Ladeira do Pepino a alguma localidade de Salvador. Mas a explicação é mais simples do que parece. No livro “A cidade da Bahia no Romance de Jorge Amado”, a autora Lizir Alves lembra que, há muito tempo, o bairro que hoje conhecemos como Curuzu era chamado de Corta Braços. “Foi a primeira invasão de Salvador”, contou Jolivaldo. “Tem o bairro da Mouraria, por exemplo. Ele se chama Mouraria pois ali ficaram presos de batalhas com os portugueses. Depois a região foi tomada por gente que veio do oriente”, completou o escritor e jornalista.

“Pau Miúdo” continua um mistério
Mas nem os especialistas mais estudiosos da história de Salvador conseguem decifrar o enigma de como surgiu o nome do bairro Pau Miúdo. “Ai ninguém sabe o motivo”, brincou Jolivaldo. Outra curiosidade da cidade apontada pelo historiador Chico Senna foi a utilização do número sete para demonstrar grandeza. “O número 7 não significa ser 7. Ele quer dizer que é muito, quantidade. E assim você tem a Casa das Sete Mortes, os Sete Candieiros, o Mercado das Sete Portas. Se costumava chamar de sete quando tinha muita quantidade”, disse.

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