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BRT de Salvador é o mais caro do Brasil, diz jornal

A obra do BRT de Salvador é a mais cara entre as capitais brasileiras. O valor de cada quilômetro implantado na capital baiana chega a custar o triplo que as demais. [Leia mais...]

[BRT de Salvador é o mais caro do Brasil, diz jornal]
Foto : Divulgação

Por Luiza Leão no dia 20 de Abril de 2018 ⋅ 15:10

A obra do BRT de Salvador é a mais cara entre as capitais brasileiras, de acordo com o jornal A Tarde. O valor de cada quilômetro na capital baiana chega a custar o triplo do que as demais cidades que implantaram o sistema.

As informações são do Ministério das Cidades fornecidas para o movimento Salvador Sobre Trilhos. Entre as metrópoles onde o comparativo foi realizado estão Rio de Janeiro, Belém, Recife, Brasília, Fortaleza, Florianópolis e Goiânia.

A obra na capital baiana tem o custo estimado entre R$ 68,3 milhões e R$ 117 milhões por quilômetro construído e investimento previsto de R$ 820 milhões. O assunto já foi capa do Jornal da Metrópole.

O trecho 1 da intervenção abrange a área da Avenida ACM e o Iguatemi e integra o projeto Corredores de Transporte Coletivo Integrado, com 2,9 km e a construção de cinco viadutos. O projeto é alvo de polêmica também pela derrubada de árvores na região da cidade.

A segunda etapa estima a implantação de 5,5 km corredores exclusivos que partirão da Estação da Lapa, no centro da cidade, até a região do Iguatemi.

Outro lado – Em nota, a prefeitura disse que "a implantação dos corredores exclusivos do BRT vai muito além de uma mera obra do sistema de transporte". Confira a íntegra:

"A intervenção significa melhoria na mobilidade e na infraestrutura da cidade, beneficiando tanto quem utiliza o transporte público quanto veículo particular ou mesmo bicicleta, além de resolver problemas relacionados a alagamentos em períodos chuvosos em trechos de vias como a Avenida ACM.

Por acrescentar essas melhorias urbanas, o projeto do BRT de Salvador supera o da maioria das cidades que implantou o modal, onde não foi necessário ou não foi feito investimento em infraestrutura que contemplasse a construção, por exemplo, de viadutos e elevados que irão tornar o sistema mais rápido, confortável e seguro. Antes do novo modal de transporte começar a operar em Salvador, essas obras precisarão ser concluídas. São elas que vão permitir os avanços na mobilidade nessa região por onde o BRT vai passar.

Na área do transporte público, o BRT vai melhorar a vida de 320 mil pessoas que hoje utilizam ônibus convencional para sair da Estação da Lapa e chegar à região do Shopping da Bahia, passando por vias como a Vasco da Gama, Juracy Magalhães e ACM, num percurso totalmente diferente daquele feito pelo metrô. Esses passageiros terão à disposição o BRT, que é um ônibus articulado, com ar-condicionado, que fará, em via segregada, o trajeto entre a Lapa e a região do Iguatemi em 16 minutos, com paradas programadas em estações seguras e confortáveis. O modal estará, ainda, 100% integrado com o metrô e os ônibus convencionais.

O projeto prevê a construção de uma ciclovia segregada e que vai acompanhar todo o trajeto do BRT. Viadutos e elevados vão permitir a retirada de semáforos e cruzamentos, melhorando a mobilidade em toda a cidade e reduzindo o tempo de deslocamento. Além disso, problemas antigos de saneamento serão solucionados pela obra, como os índices de alagamento na região entre o Parque da Cidade e o Shopping da Bahia, o que vai ter um impacto positivo também no trânsito.

Em relação à supressão de vegetação informada na matéria, a Prefeitura esclarece que, ao contrário das 579 unidades mencionadas no texto, a implantação do BRT vai causar a supressão de 154 árvores. Outras 169 serão transplantadas. Como compensação às supressões, 1,7 mil árvores de espécies da Mata Atlântica serão plantadas apenas no entorno do BRT. Ou seja, esse trecho da cidade terá mais árvores do que hoje".

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