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Funcionária apontada como líder de desvio na SMS atuava desde 2010

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Funcionária apontada como líder de desvio na SMS atuava desde 2010

Presa nesta terça-feira (29) por suposto envolvimento com o esquema que desviou cerca de R$ 5 milhões da folha de pagamentos da Secretaria de Saúde do Município de Salvador (SMS), Gilvana Cintra Matos atuava desde 2010 na articulaçao criminosa. De acordo com a coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), Lívia Vaz, a funcionária entrou na secretaria em 2008 por meio de processo seletivo. [Leia mais...]

Funcionária apontada como líder de desvio na SMS atuava desde 2010

Foto: Matheus Morais/Metropress

Por: Matheus Simoni e Matheus Morais no dia 29 de setembro de 2015 às 15:32

Atualizado: no dia 29 de setembro de 2015 às 15:35

Presa nesta terça-feira (29) por suposto envolvimento com o esquema que desviou cerca de R$ 5 milhões da folha de pagamentos da Secretaria de Saúde do Município de Salvador (SMS), Gilvana Cintra Matos atuava desde 2010 na articulaçao criminosa. De acordo com a coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), Lívia Vaz, a funcionária entrou na secretaria em 2008 por meio de processo seletivo. Antes ela atuava no setor de Recursos Humanos.

"Os desvios aconteceram entre 2013 e 2015. A fraude começou em fevereiro de 2010, com um montante de quase 5 milhões de reais. Ao todo, foram 6 mandados de prisão. A funcionária tinha um acesso privilegiado ao sistema, ela alterava os dados de servidores que não estavam mais na secretaria, alterava CPF e número das contas e enviava o dinheiro da folha de pagamento para contas de laranjas", relatou a coordenadora.

A operação contou com apoio da polícia civil e de promotores de justiça do estado. Ainda segundo a coordenadora, os crimes que estão sendo investigados são de peculato e lavagem de dinheiro. "Todos os desvios foram comprovados com documentos. A funcionária tinha muito conhecimento do sistema", afirmou.

As investigações apontam que as transferências eram feitas para pessoas intimas das funcionária, que chegava a pagar salários para 11 CPFs diferentes. A promotoria acusa a secretaria pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, contabilizando 30 anos de prisão.