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Secretário admite que acervo histórico de Salvador é ‘maltratado’

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Secretário admite que acervo histórico de Salvador é ‘maltratado’

Sobre o incêndio ao Museu Nacional do Rio, Claudio Tinoco diz que capital baiana está em “posição confortável”

Secretário admite que acervo histórico de Salvador é ‘maltratado’

Foto: Tácio Moreira / Metropress

Por: Luiza Leão / Gabriel Nascimento no dia 03 de setembro de 2018 às 11:00

Um dia após o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, ser destruído por um incêndio de grandes proporções, o secretário municipal de Cultura e Turismo, Cláudio Tinoco, admitiu que o Arquivo Histórico de Salvador está em condição de “maltrato”. 

O acervo acumula documentos que precedem a primeira Constituição Brasileira, de 1824, e atualmente está armazenado na Fundação Gregório de Mattos, de responsabilidade da Secult. 

“Continua ainda muito maltratado. A gente vai resolver de uma forma definitiva isso. O maltrato vem de 20 anos e há um acerto que não é nem renovado pelas péssimas condições de acolhimento. O prefeito decidiu alocar no Prodetur [Programas Regionais de Desenvolvimento do Turismo] e captar recursos para a implantação do Museu da História de Salvador e novo Arquivo Histórico Municipal”, declarou, em entrevista a Lara Kertész, no Metrópole Turismo.

O titular da Secult, porém, não definiu uma data para que o projeto saia do papel. “Vamos lançar a licitação ainda nesse semestre. No início de 2019 vamos iniciar as obras desse equipamento, que é fantástico”, especulou, ao defender que a aprovação é de uma intervenção detalhada. 

“Estamos tendo bastante cuidado nesse processo. É preciso ter câmeras especiais, tratamento dessas documentações e licença para fazer isso”, finalizou.

Museu Nacional – Possivelmente incendiado após a queda de um balão, o complexo da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, continha mais de 20 milhões de itens, incluindo Luzia, o fóssil humano mais antigo das Américas. “O fato de ontem (2) abalou todos nós. Tivemos uma grande perda para a cultura do país. Espero que seja reparada, sobretudo os equipamentos”, disse.

Ao comparar o desastre à capital baiana, Tinoco pareceu aliviado quanto à possibilidade de uma tragédia aos acervos históricos de Salvador. “A gente fica em uma posição confortável porque a prefeitura vem ampliando museus e alguns equipamentos específicos, como os fortes e a Casa de Jorge Amado”, enumerou.