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Psicanalista diz que a palavra traição tem conotação pesada: "variar é bom"
Para a psicanalista e escritora Regina Navarro Lins, traição é uma palavra que não deveria ser dita em um relacionamento. “Trair tem uma conotação pesada na palavra. As pessoas dizem que a mulher trai quando está abandonada. Mas, na imensa maioria das vezes, as pessoas têm relações extraconjugais porque variar é bom”, afirmou. [Leia mais...]

Foto: Tácio Moreira / Metropress
Para a psicanalista e escritora Regina Navarro Lins, traição é uma palavra que não deveria ser dita em um relacionamento. “Trair tem uma conotação pesada na palavra. As pessoas dizem que a mulher trai quando está abandonada. Mas, na imensa maioria das vezes, as pessoas têm relações extraconjugais porque variar é bom”, afirmou. Para ela, essa história da exclusividade é uma obsessão. “É um sofrimento com essas questões. Ninguém deveria se preocupar se o parceiro transou ou não com outra pessoa. Deveriam ter duas perguntas: eu sou amada? eu sou desejada? Depois delas, o que a outra pessoa faz ou deixa de fazer não me diz respeito. Outras pessoas acham isso um absurdo!”
A também comentarista da Rádio Metrópole também afirmou, no programa Entre Páginas Especial desta terça-feira (6), no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Salvador Shopping, que a sociedade está em um período de muita mudança. “Daqui a algumas décadas, menos pessoas vão se fechar a um relacionamento a dois. O poliamor começa a ganhar mais espaço. Daqui a uns 20 ou 30 anos vão existir casais fechados em relações a dois, mas há um grande número de pessoas que vão aderir a um relacionamento mais aberto, de duas ou três pessoas. Se chegássemos aos anos 50 e disséssemos que as pessoas poderiam se separar ou casar virgens, dariam sérios problemas”, disse.
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