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Dauster cobra corte de linhas de ônibus para reduzir tarifa; Mota rebate

Secretários divergem sobre tema: estado defende redução, enquanto município acusa governo de descumprir compromisso

[Dauster cobra corte de linhas de ônibus para reduzir tarifa; Mota rebate]
Foto : Tácio Moreira/Metropress

Por Daniel Brito no dia 21 de Novembro de 2018 ⋅ 16:20

O secretário municipal de mobilidade, Fábio Mota, disse hoje (21) que a retirada de 100 linhas de ônibus de cidade que circulam por trajetos semelhantes ao do metrô não deverá acontecer. A resposta do chefe da pasta do município ocorre após entrevista do secretário estadual da Casa Civil, Bruno Dauster, a Mário Kertész, na Rádio Metrópole, que cobrou a retirada de cerca de 100 linhas de ônibus que fazem o mesmo percurso que o metrô. Segundo ele, o número causa aumento do fluxo nas vias e eleva os custos da operação.

"É um absurdo, engarrafa as vias, aumenta o custo do sistema. No momento que fizer integração, se prefeitura cortar as linhas, vai ter economia de cento e tantos milhões que podem ser transformados em benefícios para a população, reduzindo o aumento da tarifa no final do ano", disse Dauster na manhã de hoje, durante o Jornal da Bahia no Ar.

Porém, de acordo com Mota, a retirada das linhas prejudicaria os passageiros que as utilizam diariamente. "Nossa preocupação é em não retirar serviços da população. Não vamos penalizar o usuário do sistema, aquelas pessoas mais pobres que dependem dos ônibus. Como ficam essas pessoas? Não é possível cortar como o governo do Estado quer", afirmou o titular da pasta municipal.

"Muita gente não vai conseguir chegar no seu destino. Até porque essas linhas passam pelo metrô, mas não tem como destino final uma estação metroviária", acrescentou. 

Na avaliação do secretário de Mobilidade, as estações de ônibus integradas ao metrô (Mussurunga, Pirajá e Acesso Norte) já têm uma demanda “saturada”. "Cerca de 180 mil pessoas são transportadas diariamente por essas 100 linhas, que correspondem a 200 ônibus da cidade. Essas estações não comportam mais receber essa quantidade de gente. Ou seja, não podemos criar este problema para a população".

Ainda de acordo com Fábio Mota, o governo do Estado estaria descumprindo o compromisso com a Prefeitura de retirar as linhas metropolitanas da orla da cidade. "Eles nos acusam de descumprir um compromisso mas não fizeram a parte deles. O que estamos defendendo são os interesses da população", finalizou.

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