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Pela segunda vez em três meses, Embasa desfaz gato de água em clube da Coelba

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Pela segunda vez em três meses, Embasa desfaz gato de água em clube da Coelba

Uma gato de água foi descoberto pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) no clube da Associação Desportiva e Cultural da Coelba (Adelba) na tarde dessa quinta-feira (15). De acordo com a Embasa, o furto de água potável foi descoberto após um acompanhamento do consumo do clube, que apesar de ter piscinas e diversas atividade, consumia muito abaixo do esperado [Leia mais...]

Pela segunda vez em três meses, Embasa desfaz gato de água em clube da Coelba

Foto: Reprodução/Adelba

Por: Bárbara Silveira no dia 15 de outubro de 2015 às 14:27

Uma gato de água foi descoberto pela Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) no clube da Associação Desportiva e Cultural da Coelba (Adelba) na tarde dessa quinta-feira (15). De acordo com a Embasa, o furto de água potável foi localizado após um acompanhamento do consumo do clube, que apesar de ter piscinas e diversas atividades, consumia muito abaixo do esperado. “Notou-se a irregularidade e, no dia 24 de setembro, o gato foi retirado e eles refizeram”, explicou a Embasa.

Com a retomada da postura irregular, técnicos da Embasa estiveram, novamente, no local nessa tarde para cortar a ligação clandestina. Procurada pelo Metro1, a Coelba afirmou, por incrível que pareça, que não tem relação com o clube - embora este use o nome da empresa. Por meio de sua assessoria de imprensa, o grupo afirmou que o clube foi criado para os funcionários, mas que agora recebe sócios sem ligação com a empresa e tem administração independente. Tentamos, por inúmeras vezes, contato com o presidente da Adelba, Emerson Oliveira Rocha, mas as ligações não foram atendidas

Somente em 2014, as fraudes envolvendo utilização indevida de água tratada foram responsáveis pelo desvio de mais de 2,2 bilhões de litros de água por mês, em Salvador e Região Metropolitana. De acordo com a Embasa, os 147 mil casos de suspeitas de fraudes resultam em prejuízo da ordem dos R$ 130 milhões. O gato é considerado crime contra o patrimônio, de acordo com o artigo 155 do Código Penal Brasileiro, com pena prevista de reclusão de um a quatro anos e multa que pode chegar a R$ 157, acrescido do preço do serviço executado para reverter a fraude.

Reclamando do prejuízo causado pelos gatos de energia, a Coelba lançou, no início do ano, uma campanha de conscientização popular sobre o roubo de energia elétrica. Afirmando gastar R$ 124 milhões em operações de inspeção, substituição de medidores, blindagem da rede elétrica e regularização das ligações clandestinas, a empresa pedia a ajuda da população para combater a prática e investiu pesado na publicidade da campanha - estrelada por Pablo e com direito a arrocha personalizado. Porém, ao que tudo indica, apesar de todo o empenho para educar o outro, a empresa descuidou das próprias iniciativas...