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Morte na Mansão Carlos Costa Pinto: condomínio diz ter autorização, mas prefeitura desconhece 

Em um verdadeiro jogo de empurra-empurra, o condomínio gerido por Roberto Oliva afirma que a culpa é da TECPORT LTDA

[Morte na Mansão Carlos Costa Pinto: condomínio diz ter autorização, mas prefeitura desconhece ]
Foto : Divulgação

Por Alexandre Galvão no dia 21 de Março de 2019 ⋅ 10:26

O saldo de duas mortes e um ferido no desabamento de um elevador na Mansão Carlos Costa Pinto, um dos mais luxuosos prédios de Salvador, ainda precisa de mais explicações. O condomínio alegou, em nova enviada ao Metro1, que a montagem do das estruturas para a reforma tinham Anotação de Responsabilidade Técnica, um documento que a empresa contratada, a TECPORT LTDA, deveria ter apresentado. 

"Sim, há ART para a obra que seria iniciada, bem como para a montagem da plataforma motorizada", afirmou, em nota, ao Metro1

A Secretaria de Desenvolvimento e Urbanismo, porém, não reconhece a existência do documento e afirma que condomínio não apresentou a ART do responsável pela obra e pela montagem do elevador cremalheira, requisitos obrigatórios que caracterizam a obra como regular. "No primeiro momento não tivemos acesso a nada que garantisse a regularidade da obra do prédio e nem sabíamos quais serviços estavam sendo realizados porque fomos impossibilitados de entrar na área. Naquele momento, a obra era irregular para a Sedur”, explica o secretário da pasta, Sérgio Guanabara.

Em um verdadeiro jogo de empurra-empurra, o condomínio gerido por Roberto Oliva afirma que a culpa é da TECPORT LTDA. Advogado especialista na área cível, Saulo Daniel Lopes afirmou que o síndico pode ser responsabilizado pelo acidente e pelas mortes. “Há indício de que a obra deveria ter licenciamento. Se não cumpriu isso, há início de negligência e aponta culpabilidade sim”, afirmou. Ainda de acordo com o causídico, a contratação da empresa deveria ser fiscalizada.

Confira essa e outras matérias no Jornal da Metrópole dessa semana. 

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